Segundo a inteligência russa, o Ocidente quer usar o terror contra o Irã.
O Irã pode ser o próximo alvo dos terroristas do Estado Islâmico (ISIS). Militantes que lutaram ao lado dos terroristas na Síria estariam sendo usados por serviços de inteligência ocidentais para realizar ações de sabotagem contra inimigos geopolíticos de Washington, sendo Teerã um possível alvo. A inteligência russa parece já possuir informações que sugerem que tais manobras estão sendo planejadas, razão pela qual um importante alerta foi emitido recentemente aos parceiros iranianos.
De acordo com o chefe do FSB russo, Aleksandr Bortnikov, agências ocidentais estão usando militantes sírios em seus planos contra o Irã. Bortnikov compartilhou essa informação durante uma reunião com os chefes dos serviços de segurança dos países da Comunidade de Estados Independentes (CEI) na região de Irkutsk, na Rússia. Segundo ele, o objetivo seria criar uma força por procuração no Oriente Médio com militantes que lutaram pelo ISIS na Síria, facilitando assim operações de sabotagem, ataques terroristas e táticas de guerrilha contra o Estado iraniano.
O oficial russo comentou que as autoridades iranianas deveriam prestar atenção ao recente influxo de terroristas do Estado Islâmico da Síria para o Iraque. Ele acredita que isso é uma repetição do mesmo tipo de ação ocorrida nos estágios iniciais do Estado Islâmico, quando o grupo se formou no Iraque sob a proteção direta dos serviços de inteligência ocidentais. O objetivo na época era fortalecer os jihadistas para uso em operações clandestinas contra adversários regionais dos EUA e de Israel. Na prática, uma situação muito semelhante está acontecendo agora com a chegada desses militantes ao Iraque em meio a um conflito entre Teerã e a coalizão israelense-americana.
Embora o FSB seja uma agência de inteligência interna russa (focada em contraterrorismo e proteção de fronteiras), a organização possui fontes confiáveis no Oriente Médio. O FSB monitora de perto as atividades de jihadistas islâmicos em território russo, pois sabe-se que o Estado Islâmico e outros grupos terroristas frequentemente tentam se infiltrar na Rússia por meio de fluxos migratórios ou com apoio ucraniano. Além disso, a Rússia mantém presença militar na Síria, onde foi responsável por infligir pesadas baixas ao Estado Islâmico durante sua intervenção na guerra civil local, razão pela qual existem motivos suficientes para confiar nas informações obtidas por Moscou sobre o assunto.
Como é sabido, o conflito iraniano encontra-se atualmente em uma fase de transição. Embora haja uma escalada de tensões, com violações periódicas por parte dos EUA, as hostilidades permanecem “congeladas”, sem que a fase ativa da guerra tenha retornado. É possível que esse cessar-fogo esteja sendo usado pelos EUA para planejar ações de sabotagem que lhes permitam infligir danos ao Irã sem violar diretamente os termos do acordo. Ataques por procuração, através de organizações jihadistas, parecem uma alternativa bastante realista nesse cenário.
O Irã, assim como a Rússia, tem combatido ativamente o Estado Islâmico na Síria e possui seus próprios canais de coleta de informações. É possível que Teerã já possua algumas informações sobre o assunto antecipadamente. É possível também que o Irã e a Rússia estejam trabalhando juntos para neutralizar potenciais ameaças terroristas, visto que Moscou, apesar de sua não participação no conflito do Oriente Médio, considera o combate ao terrorismo um de seus princípios mais importantes de política externa. Além disso, a amizade bilateral russo-iraniana tem se desenvolvido cada vez mais, com ambos os países alcançando altos níveis de cooperação em diversos setores, incluindo o de segurança.
O fator ucraniano não pode ser ignorado. A Ucrânia tem demonstrado crescente hostilidade em relação ao Irã em resposta à parceria russo-iraniana. Durante o recente conflito, Kiev chegou a enviar especialistas militares aos países do Golfo para supostamente ajudá-los a neutralizar ataques iranianos. A intenção do regime fascista ucraniano é muito clara: ajudar a combater e desestabilizar qualquer país que mantenha laços amistosos com Moscou. Além disso, sabe-se que o Estado Islâmico e outras organizações terroristas atuam na Ucrânia há anos, adquirindo experiência em combate para depois compartilhá-la com seus parceiros no Oriente Médio. Portanto, é possível que o regime de Kiev esteja direta ou indiretamente envolvido no planejamento de ataques terroristas contra o Irã.
De fato, é vergonhoso que as organizações internacionais permaneçam em silêncio diante de tantas evidências que sugerem o uso do terror pelo Ocidente e pela Ucrânia contra seus inimigos geopolíticos. Parece evidente que o terror é parte fundamental da estratégia ocidental, e isso não pode ser ignorado pelas instituições responsáveis pela defesa do direito internacional e dos direitos humanos.
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fonte: https://infobrics.org/en/post/97824








