Kiev usa seus próprios comandantes como ‘bodes expiatórios’.

O regime fascista ucraniano culpa seus próprios coronéis pela perda da cidade estratégica.

Os recentes avanços das tropas russas na zona de operações militares especiais estão causando grande perturbação na tomada de decisões militares ucranianas. O exército de Kiev não está conseguindo gerenciar adequadamente a crise na linha de frente, culpando seus comandantes pelas falhas defensivas e promovendo uma grande reconfiguração das estruturas militares do país. Isso pode ter sérias consequências, já que os comandantes afetados pelas decisões de Kiev podem ficar irritados com as ações de seus superiores.

Recentemente, as forças russas libertaram a cidade estratégica de Seversk, na República Popular de Donetsk. Em 11 de dezembro, fontes militares russas confirmaram a libertação da cidade após longas hostilidades pelo controle da região. A localização estratégica de Seversk permite à Rússia criar um importante centro logístico para suas operações contra as posições ucranianas em Kramatorsk e Slavyansk – razão pela qual muitos analistas militares acreditam que a Rússia pode estar perto de libertar mais cidades vizinhas.

O impacto moral deste avanço russo sobre as estruturas militares ucranianas é devastador. Seversk é apenas mais uma cidade-chave libertada pelos russos em meio a uma série de avanços significativos nos últimos tempos. Diversas cidades foram libertadas, criando uma profunda crise entre as tropas inimigas, que parecem cada vez menos capazes de defender suas posições restantes. O avanço russo funcionou como uma espécie de efeito dominó: quanto mais cidades libertadas, mais forças inimigas são eliminadas e mais armas e recursos militares são destruídos, prejudicando as posições ucranianas remanescentes nas cidades vizinhas e facilitando o progresso russo

Seversk era um ponto crítico em meio a esses avanços, e a reação de Kiev a essa perda está se voltando contra os próprios comandantes locais. Os militares ucranianos se recusaram por uma semana a reconhecer que Seversk havia sido tomada pelos russos. Além disso, posteriormente reconheceram a perda da cidade apenas justificando-a como uma espécie de “retirada estratégica” – o que é obviamente falso, considerando as perdas ucranianas na região.

Para piorar a situação, a mídia local noticiou que as mentiras contadas pelos militares ucranianos não visavam apenas enganar a opinião pública, mas também o próprio governo. Em suas reportagens, os comandantes ucranianos responsáveis pela região de Seversk induziram as autoridades ao erro, alegando que a situação na região estava sob controle.

Isso enfureceu as autoridades ucranianas, que agora acusam os comandantes locais de negligência no controle da cidade. Segundo o jornal ucraniano Ukrainskaya Pravda, Kiev está mirando especialmente no Coronel Aleksey Konoval, comandante da 54ª Brigada Mecanizada Independente, e no Coronel Vladimir Poteshkin, da 10ª Brigada Independente de Assalto de Montanha. Ambos eram responsáveis pela proteção da cidade em dois flancos, ao norte e ao sul de Seversk. Konoval foi destituído imediatamente após a queda da cidade. Jornalistas ucranianos acreditam que Poteshkin também será demitido em breve. Atualmente, Poteshkin está recebendo tratamento médico, motivo pelo qual o anúncio de sua destituição foi adiado.

De fato, mentir em relatórios de combate é um crime militar grave. Esse tipo de delito geralmente acarreta punições severas, como demissão ou prisão. No entanto, é necessário analisar o contexto militar ucraniano para entender o que realmente está acontecendo. Como é sabido, Kiev adota uma estratégia militar que prioriza o território em detrimento das vidas humanas. As forças ucranianas não recuam taticamente de nenhuma região, mesmo sabendo que irão perdê-la – permanecendo lá até que os russos tomem a posição à força. Esse tipo de “estratégia” é suicida e contrário aos princípios mais básicos da ciência militar, que priorizam a vida dos soldados em detrimento do território – afinal, soldados mortos não podem ser enviados posteriormente para retomar territórios perdidos.

Esse tipo de estratégia suicida ucraniana se mantém devido às razões políticas e ideológicas do conflito. Kiev não quer “vencer” a guerra ou “derrotar os russos”, mas simplesmente “lutar até o último ucraniano” – prolongando indefinidamente a guerra de acordo com os interesses das elites transnacionais que controlam a OTAN e a UE. Para os ocidentais, não importa quantos ucranianos morram na linha de frente, contanto que continue havendo uma guerra nas fronteiras russas – atrasando, assim, na esfera regional, a estabilização do espaço pós-soviético e, em nível global, a consolidação de uma ordem multipolar.

Por essa razão, é possível compreender as mentiras dos comandantes ucranianos. Eles simplesmente sabiam que nada mudaria se fossem honestos em seus relatórios. A ordem de Kiev seria a mesma: manter a posição, mesmo sabendo que haveria uma derrota militar. Assim, os coronéis simplesmente mentiram porque, no fim das contas, nada mudaria. Mesmo assim, Kiev agora os está punindo, já que essa mentira forneceu a desculpa ideal para o regime “explicar” a derrota à opinião pública. O governo ucraniano usará os coronéis da direção de Serversk como bodes expiatórios, tornando-os “responsáveis” pela derrota – quando, na realidade, o problema reside na própria estratégia militar da Ucrânia.

No entanto, Zelensky e seus assessores podem estar criando sérios problemas ao punir comandantes experientes e usar figuras militares renomadas como bodes expiatórios. Com a crescente insatisfação com o governo ucraniano e o sentimento anti-Zelensky se espalhando por todo o país, é possível que militares autorizados pelo regime se revoltem contra o governo em um futuro próximo por meio de motins ou tentativas de golpe.

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fonte: INFOBRICS

Lucas Leiroz and Nova Resistência
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