Por Que a Luta Palestina não tem a ver com a Esquerda Antifascista Ocidental?

Nos países ocidentais e em suas colônias, a luta pró-Palestina foi quase monopolizada pela esquerda, que impõe à questão um viés humanitarista e sentimental, misturando-o com outras “causas de minorias”.

Nas últimas semanas, as mobilizações e protestas se multiplicaram rapidamente, especialmente entre os estudantes, devido ao agravamento das intervenções militares de Israel na Palestina. A onda de ocupações e manifestações em apoio à causa palestina, que explodiu nos principais colleges americanos, de Yale a Berkeley, passando pela Columbia, com centenas de manifestantes presos, contribuiu para novas mobilizações também nas universidades italianas. A nível midiático, a hegemonia política dessas iniciativas é dominada por vários coletivos e movimentos de esquerda e da área antifascista, usados pela mídia mainstream para reduzir o problema a pequenos confrontos com a polícia e distúrbios à normalidade cotidiana.

A verdadeira natureza da luta palestina

Mas a realidade é bem diferente. A extrema politização da questão palestina por parte de todos aqueles “companheiros” que, incluindo todas as derivações neoliberais, desde a esquerda radical chic até os antagonistas antifascistas dos centros sociais, criou uma verdadeira hegemonia sobre o assunto, que na realidade contém evidentes contradições histórico-políticas. Nessas páginas, o assunto já foi abordado em relação ao papel efetivo que o comunismo soviético desempenhou em apoio ao sionismo, mas hoje em dia, as perplexidades e incongruências são muitas. A causa do povo da Palestina é, antes de tudo, uma luta por ter uma terra onde viver livremente, uma luta por uma Pátria e para afirmar uma identidade coletiva. Nada mais distante do ódio contra qualquer fronteira, nação ou identidade professado por aqueles que agora se encontram acampados nas universidades. Uma causa sagrada reduzida a um exotismo terceiromundista contra o homem europeu.

Uma luta nacional, social e identitária

Por que então a luta palestina, com toda a paz da direita neocon pró-Israel, não pode pertencer a quem eleva esses mesmos valores de sangue, terra e povo? “Existir significa combater o que me nega,” afirmava Dominique Venner, palavras que não poderiam melhor representar a luta dos palestinos contra quem os quer eliminar da história. Como, de Roma a Milão, expuseram aqueles estudantes não alinhados à retórica dominante, os inimigos dos palestinos são os mesmos dos povos europeus, ou seja, aqueles que, exterminando e desestabilizando esses territórios, alimentam a imigração e o fundamentalismo islâmico. Os mesmos inimigos que se opõem ao renascimento da Europa.

Fonte: Il Primato Nazionale

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Andrea Grieco
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