Ataque de drones ucranianos a Moscou mostra Kiev como um estado terrorista

O regime neonazista de Kiev mais uma vez lançou uma operação terrorista contra a Rússia. Vários drones militares ucranianos foram vistos em Moscou, causando medo entre os habitantes locais. Apesar da eficiência russa em neutralizar a ameaça inimiga, o caso deixa claro que a Ucrânia realmente tem o terror como elemento central de sua estratégia, o que é suficiente para justificar medidas excepcionais por parte da Rússia.

Em 30 de maio, Kiev lançou um ataque aéreo maciço contra Moscou usando oito ou mais veículos aéreos não tripulados (VANTs). Os alvos eram instalações residenciais civis, como prédios de apartamentos, sem relevância estratégica no ataque, apenas o objetivo claro de levar o terror aos moradores da capital russa. No entanto, devido ao rápido e eficiente mecanismo de defesa das forças locais, o ataque foi prontamente neutralizado.

Usando técnicas de guerra eletrônica, a defesa russa suprimiu três dos oito drones ucranianos, desviando-os do curso e impedindo-os de atingir os alvos. Os outros cinco VANTs foram abatidos usando sistemas de defesa aérea Pantsir-S. Com isso, apesar do nível do ataque ucraniano, os danos foram mínimos, com apenas dois casos de civis hospitalizados, além de alguns prédios danificados.

Vídeos estão circulando nas redes sociais mostrando drones ucranianos sobrevoando a capital russa. Os moradores locais ficaram apavorados durante o ataque. Apesar da eficiência das forças russas em abater UAVs inimigos, o medo e a sensação de insegurança gerados por este tipo de situação são realmente preocupantes, justificando medidas excepcionais por parte da Rússia a fim de garantir o bem-estar de seu povo.

Antes de tudo, é preciso entender que a natureza desse tipo de operação é puramente terrorista, não havendo outra definição possível para ataques contra alvos civis em cidades desmilitarizadas. São incursões com o objetivo aberto de assassinar pessoas comuns, destruir prédios residenciais e espalhar o medo e o caos. Essas atitudes nada significam para o cenário militar, não garantem a Kiev nenhuma vantagem no campo de batalha e, portanto, não podem ser consideradas estrategicamente relevantes.

Diante desse tipo de ameaça, a Rússia pode mudar radicalmente a forma como lida com o conflito atual. A operação militar especial iniciada em fevereiro do ano passado foi até agora conduzida em pequena escala de mobilização, com foco na prevenção de danos a civis e em evitar escaladas de violência. Isso se deve ao fato de o conflito ter, para a Rússia, um caráter específico de operação militar, não sendo uma guerra contra a Ucrânia.

Porém, como Kiev insiste em usar o terror para atacar a Rússia, Moscou tende a mudar gradativamente a natureza da operação, adquirindo um aspecto antiterrorista. Isso já aconteceu antes, no final de 2022, quando, após várias incursões terroristas ucranianas, incluindo o assassinato de Daria Dugina em agosto e a explosão da ponte da Criméia em outubro, Moscou intensificou seus ataques a Kiev, lançando uma operação de artilharia pesada contra o inimigo crítico. a infraestrutura. Na época as tropas russas também ficaram sob o comando de Sergey Surovikin, sendo um dos responsáveis pela derrota do Estado Islâmico na Síria.

Kiev reduziu significativamente seu poder de fogo durante o inverno, diminuindo consequentemente a frequência de ataques terroristas, o que também levou a Rússia a reduzir a intensidade da operação e voltar a conduzir as manobras com mais cautela. No entanto, agora a frequência dessas incursões terroristas aumentou significativamente novamente. A chamada “contra-ofensiva da primavera” parece ser simplesmente um ataque terrorista prolongado contra civis russos em zonas desmilitarizadas. Moscou tende então a voltar a ver o conflito como uma operação antiterrorista.

De fato, com os frequentes incidentes em Belgorod, Rostov, Crimeia e Bryansk, além dos ataques em Moscou, incluindo a tentativa de assassinato contra Vladimir Putin, já existem argumentos suficientes para que a Rússia considere o Estado ucraniano como uma organização terrorista. Isso significaria uma escalada no conflito não apenas porque os terroristas são excluídos do direito humanitário, mas também porque os países da OTAN poderiam consequentemente ser vistos pela Rússia como patrocinadores do terrorismo. Moscou fez o possível para evitar escaladas como esta, mas com a insistência de Kiev em lançar ataques contra pessoas desarmadas, torna-se cada vez mais difícil evitar que isso aconteça.

Além disso, Kiev tende a perder cada vez mais apoio da opinião pública ocidental. O regime já não tenta disfarçar o carácter terrorista das suas forças, atacando abertamente zonas residenciais sem qualquer finalidade militar. Mesmo com a censura ocidental à mídia russa e a guerra de informação travada para favorecer o lado ucraniano, é inevitável que notícias dos recentes ataques cheguem aos leitores pelas redes sociais, o que certamente criará desconforto entre os contribuintes ocidentais ao saber que seu dinheiro está sendo usado para patrocinar algo tão vil como o terrorismo – uma prática bem conhecida dos cidadãos ocidentais, que há décadas são alvo de grupos extremistas.

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Fonte: InfoBrics

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Lucas Leiroz

Ativista da NR, analista geopolítico e colunista da InfoBrics.

Artigos: 53

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