Análise das Eleições Presidenciais Francesas

As eleições presidenciais francesas podem ser analisadas por quatro tipos de candidatura: a nacional social, a antinacional antissocial, a nacional antissocial e a social antinacional. É dessa maneira que o sociólogo francês Alain Soral categorizou os principais candidatos e seus programas. Essas categorias indicam a posição do sistema, a posição autenticamente antissistema e duas possibilidades de falsa alternativa ao sistema, construídas para enganar o eleitorado.

Duas noções nos permitem classificar as principais tendências e representantes: o nacional e o social, e por oposição o antinacional – o global – e o antissocial, mascarado pelo societário.

O representante do antinacional antissocial é Macron.

O candidato do Banco e do politicamente correto, sendo a sociedade global apenas a extensão do princípio liberal-libertário, com o libertário a serviço do liberal, profetizado por Michel Clouscard nos anos 70 como o futuro e a salvação do Capital, ou seja, da direita dos negócios…

O representante do nacional e do social – os dois sendo hoje indissociáveis por causa do processo globalista – é a Marine.

Marine é, portanto, a candidata do povo, a candidata de esquerda, de acordo com a terminologia política clássica francesa, frente ao candidato de direita Macron, representante das elites antipopulares, portanto democraticamente ilegítima, já que minoritárias e parasitárias.

Além desses dois candidatos em coerência, opostos e logicamente finalistas (a gentil Marine e o vil Macron, ou seja, o inverso da mentira midiática), dois outros candidatos encarnaram e encarnam o acoplamento incoerente e inautêntico do nacional antissocial e do social global, que são Zemmour e Mélenchon.

O antissocial sendo logicamente e inevitavelmente global, é a contradição do liberal e do identitário, o que faz de Zemmour um falso patriota, que esconde sua ausência de soberanismo profundo pelo identitário de superfície. Esta é a estratégia simétrica da confusão, à esquerda, do social e do antirracismo, na realidade fazendo dumping social imigracionista…

Esta confusão do social e do antirracismo – na realidade mestiçagem forçada e tirania das minorias LGBT -, ou seja, a ideologia politicamente correta – cúpula do globalismo -, sendo o fundo de comércio do social-traidor profissional Mélenchon, que logicamente chama a bloquear a verdadeiro candidata social Marine.

Marine, como a candidata do povo em sofrimento social, e também logicamente a candidata dos ativos, ao contrário de Macron, candidato dos parasitas do topo, beneficiários das finanças, e da base, que são os assistidos. Em outras palavras, o voto dos boomers enriquecidos pelos Trente Glorieuses e dos adolescentes que nada entendem sobre a seriedade econômica da política.

Colocando de forma ainda mais simples: o voto em Marine é o voto dos adultos. O voto em Macron é o voto senil e infantil. O voto maduro contra o voto imaturo, ao contrário do que a mídia mentirosa mais uma vez diz.

Para aprofundar o tema do autêntico (coerente) e do inautêntico (incoerente) sobre os dois temas societários promissores, que são a ecologia à esquerda e a identidade à direita, a ecologia basicamente exige mais árvores enquanto a identidade exige menos árabes!

Já devemos observar que a ecologia autêntica é local, o que faz de Marine a candidata social, nacional e ecológica.

A ecologia inautêntica, ou seja, o álibi de carbono do globalismo incluído no pacote politicamente correto, sendo perfeitamente representada pela figura infantil, fabricada pelo globalismo, Greta Thunberg, já fora de moda! Isto mais uma vez faz de Mélenchon um apoiador do Macron e um traidor da ecologia, bem como do social.

Quanto à identidade, Zemmour, outro candidato da incoerência e da inautenticidade, cujo papel objetivo era o de enfraquecer Marine, revela-se simetricamente como um traidor do nacional e, portanto, como identidade autêntica, cujo nome sério é o soberanismo.

Dado seu fracasso, não insistiremos na estupidez e traição que constitui a direita identitária pró-Zemmour estilo Rochedy – a estratégia da união das direitas – cuja função, tipicamente da extrema-direita, é, como sempre foi, colocar a juventude de direita, fácil de enganar politicamente porque não são muito sensíveis à questão econômica, em vista de seu parasitismo estudantil adolescente, a serviço da direita dos negócios, ou seja, do liberalismo globalizado, fundamental e fatalmente anti-identitária, mas que tem os meios para financiar carreiras! Em resumo: por trás de um nietzscheanismo de má qualidade para burgueses pós-adolescentes, a vontade individual e fanática – toda arrogância classista e arrivismo pequeno-burguês – de escapar ao trabalho produtivo!

Finalmente, vamos acrescentar que o destino da França sob Macron 2 é a Ucrânia. Em outras palavras, com um presidente igualmente psicótico e fabricado, a França terá que suportar o peso da guerra que o Estado Profundo americano está travando contra a Rússia de Putin para sua própria sobrevivência, após o fracasso na Ucrânia. Isto só pode levar a França à pior catástrofe. Uma catástrofe pela qual uma França que já não pertence a si mesma talvez deva passar para esperar uma recuperação que só pode vir do Oriente…

Aguardamos.

Fonte: Égalité et Réconciliation

Alain Soral

Sociólogo e escritor francês.

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