A influencer olavete e seu preconceito liberal-burguês

O camarada Luiz Campos comenta a crítica olavética à entrada de Gilberto Gil na Academia Brasileira de Letras.

Uma já conhecida dondoca da internet, que mira em ser professora de filosofia e acerta na influencer olavete retardada (desculpem a redundância), defecou pelo teclado, uma vez mais, seu nojo pelo povo, algo que a patricinha pseudo-platônica nem tenta disfarçar.

E qual é a nova afetação pintada com o pedante verniz da tal alta cultura? A reencarnação da deusa Atena resolveu criticar a entrada de Gilberto Gil na Academia Brasileira de Letras, como se a obra do artista baiano fosse mero entretenimento e que para fazer parte da ABL, obrigatoriamente, se deva ser um aedo inspirado pelo Uno de Platão.

A discípula de Bruno Tolentino, com sua mente limitada por delírios conservadores que fetichizam e idealizam o passado de forma ingênua e estúpida, simplesmente não consegue compreender que Gilberto Gil, filho de Xangô e adepto do Candomblé, possa, em sua arte popular, ter a inspiração de algo superior. Pois bem, o soteropolitano já cantou sobre Logunedé, Iansã, Iemanjá e vários outros orixás, sempre tocando no tema da espiritualidade brasileira. Essas são também, utilizando o mesmo termo da fresca, “mensagens do além”. Mas é claro que isso não serve para a princesinha metafísica, só contam os deuses de povos que ela julga superiores. Diz ela que a música popular não pode ter poesia hermética e profunda, o que só mostra sua enorme ignorância sobre o assunto, que muito mal esconde o real problema aqui.

Ao afirmar que Gil “deve ter sido indicado por uma questão racial: ‘é preciso que um negro esteja aqui”, podemos sentir o fedor de preconceito burguês de classe e até mesmo racismo. Moça, você odeia o povo, simples assim.

Sem contar que é burra. Machado de Assis (o fundador da cadeira n° 23 da Academia Brasileira de Letras, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis), José do Patrocínio, Silvério Pimenta, Evaristo de Moraes Filho e Octavio Mangabeira também foram indicados por “questões raciais”? Só brancos entram pelo talento real?

Você não engana ninguém, olavetinha. Pare de vender preconceito como filosofia, isso não é nada nobre como você quer tanto fazer parecer.

Luiz Campos

Membro da NR-MG, leciona História e Filosofia.

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