NOTA OFICIAL DA NOVA RESISTÊNCIA

Sobre quem somos, apoios políticos e esclarecimentos – e sobre André “Bicho Solto” e Eduardo Fauzi

A Nova Resistência (NR), organização popular brasileira patriótica e trabalhista, em resposta a questionamentos que vêm surgindo, vem, por meio desta, esclarecer e informar que:

1. Sobre o Sr. André “Bicho Solto”

  • Como coletivo (ainda em processo de formalização) apartidário e suprapartidário voltado a atividades de cunho cultural, informativo e de ativismo social, nossas ações se pautam pela organicidade e centralidade, sempre com a chancela do coletivo;
  • Assim sendo, a NR não se responsabiliza por declarações, ações, articulações, candidaturas ou quaisquer outras iniciativas de terceiros não-membros, ainda que venham a ser simpatizantes ou supostos simpatizantes ou simplesmente “seguidores” nossos em mídias sociais e ainda que porventura possuam relações sociais, amistosas ou meramente interações “virtuais” com quaisquer membros de nosso coletivo;
  • O Sr. André “Bicho Solto” não é membro da Nova Resistência – esteve, de fato, brevemente relacionado a ela, sem jamais formalizar sua adesão, tendo porém se desligado de vez em setembro de 2019;
  • A NR, portanto, não tem qualquer papel na candidatura à vereança do senhor acima citado ou em quaisquer declarações, articulações políticas ou quaisquer outras ações suas ou de quaisquer outros não-membros;
  • A NR não tem posicionamento em relação à sua candidatura e não apoia nenhum candidato na cidade de SP.
  • Dito tudo isso acima, a NR, contudo, não deixa de ver com estranheza o processo de “linchamento” que é levado a cabo com o senhor em questão por meio de tentativas de culpa “por associação” que beiram a um tipo de “caça às bruxas”.

2. Sobre o Sr. Eduardo Fauzi

A NR não possui nem nunca possuiu nenhuma ligação com o Sr. Eduardo Fauzi, conforme já esclarecido e amplamente provado e demonstrado por nós em publicação de janeiro deste ano contendo fartura de provas e “prints” (publicação essa cuja leitura recomendamos). Por mais que o coquetel molotov lançado na fachada da produtora do “Porta dos Fundos” (não muito diferente do que qualquer punk faz em qualquer manifestação), tenha, de alguma forma, “lavado a alma” de parte do povo brasileiro (profundamente religioso) e por mais que repudiemos veementemente o ultraje ao culto levado a cabo pelo “Porta dos Fundos” (que, em seu infeliz especial de Natal, ofendeu a figura de Jesus Cristo e milhões de brasileiros), nós não compactuamos com nem apoiamos tal ato ilícito. Ademais, este senhor (Eduardo Fauzi) integra ou integrou duas organizações (a Frente Integralista Brasileira e a ACCALE) que adotam linha política diametralmente oposta a nossa: nós, assim como Leonel Brizola, lutamos por um socialismo “moreno” ou brasileiro; o Sr. Fauzi, por sua vez, é bolsonarista e defende um projeto de subordinação aos EUA e ao liberalismo econômico – o que execramos. Nós, por exemplo, nos solidarizamos com a luta do povo norte-coreano (tendo inclusive organizado palestras com a presença de membros do corpo diplomático da embaixada da Coreia Popular) e com a luta do povo cubano, ao passo que este senhor e seus companheiros vêem tal solidariedade inter-nacional como prova de que nós não seríamos verdadeiros patriotas (na visão deles).

3. Nossa posição sobre família, religião e trabalhismo – e nosso alcance

Nós não vemos contradição nenhuma entre a defesa dos direitos trabalhistas e, ao mesmo tempo, a defesa da Família – uma instituição milenar e um valor civilizacional do povo latino-americano e brasileiro, inclusive definido pela atual constituição como “base da sociedade”. Com o declínio de uma esquerda que vem perdendo o contato com o povo (e com os valores do povo brasileiro, incluindo seus valores familiares e religiosos) e com a decadência de uma direita anti-nacional, subordinada aos interesses americanos, é natural que aumente o interesse geral por iniciativas que sejam, ao mesmo tempo, patrióticas e trabalhistas. Nós consideramos irrelevante a atual clivagem “direita versus esquerda” e consideramos que tanto a esquerda liberal quanto a direita liberal-conservadora hoje são anti-povo. Somos um movimento pequeno, mas temos despertado a atenção de alguns setores da sociedade e dialogado com diferentes atores. Contudo, nem todo indivíduo que porventura siga nosso página ou interaja de alguma forma, por meios virtuais ou outros, com algum de nossos membros é necessariamente membro da nossa organização, por mais que se tentem construir ilações e “culpa por associação”.

4. A nossa posição sobre Bolsonaro

A Nova Resistência considera que o atual governo de Jair Bolsonaro reuniu o que há de pior e mais desprezível na sociedade brasileira (latifúndio improdutivo, rentistas, especuladores, milicianos, falsos pastores). Contudo, daí não se segue que a grande parcela da população brasileira que nele votou deva ser demonizada. Antes desses temas se tornarem lugar comum da oposição, em 29 de outubro de 2018, em Nota Pública, nós já alertamos que o governo de Bolsonaro seria literalmente um governo de milicianos, um governo mancomunado com o crime organizado e com o sistema financeiro e subordinado aos interesses dos EUA e de Israel.

5. Qual é nossa ideologia

A NR adota por ideologia, conforme já consta em nosso site, uma linha nacional-revolucionária apoiada no projeto de uma Quarta Teoria Política (nem liberalismo nem comunismo nem fascismo), de modo que nossa ideologia oficial é o socialismo patriótico e/ou comunitarista − que nada mais é que a síntese entre a doutrina trabalhista, o paradigma distributista e uma perspectiva comunitária (anti-individualista e crítica da sociedade de massas) da política e da sociedade. Defendemos o patriotismo em três níveis (comunitário/regional, nacional e continental) – ou seja, um nacionalismo sem chauvinismo, com respeito às particularidades locais/regionais e visando à integração continental da América Latina – sem prejuízo à soberania brasileira. Resumindo, estamos próximos da terceira via de Muamar Kadafi, do justicialismo de Juan Perón e, no Brasil, do pensamento de Vargas, Brizola, Darcy Ribeiro (cuja ideia de Nova Roma nos inspira) e de Alberto Pasqualini. Vide ainda nosso Manifesto

6. A que nos opomos em nossa militância

Somos radicalmente contrários ao sistema capitalista e ao liberalismo (incluindo o latifúndio e o sistema financeiro atual e a ditadura usurária dos bancos e dos juros) e combatemos o imperialismo norte-americano e o atlantismo (a doutrina política ocidentalista por trás da cooperação militar – OTAN – e econômica entre a América do Norte e a Europa ocidental).

7. O que não somos e o que repudiamos

A Nova Resistência:

  • não é fascista e vê os fascismos como movimentos nacionalistas ultrapassados e inscritos no paradigma da modernidade, com seu etnocentrismo supremacista e seu chauvinismo, que deve ser superado. Ao mesmo tempo, não pode deixar de salientar que “fascismo” é um termo mais abusado do que compreendido ou estudado, tendo se reduzido a uma categoria acusatória vazia.
  • repudia o racismo como parte da ideologia ocidental do progresso e defende um pan-identitarismo, bem como o direito à organização comunitária e identidade cultural e regional de todas as etnias, povos e grupos tradicionais do Brasil – quilombolas, indígenas, gaúchos, ciganos, sertanejos, caipiras, ribeirinhos, caiçaras etc. Assim o anti-racismo é CENTRAL para nossa ideologia. Existe, inclusive, mais diversidade étnica no seio da NR do que em boa parte dos movimentos pequeno-burgueses trotskistas e anarquistas que nos acusam.
  • repudia discriminações ou hostilidades a homossexuais ou quaisquer pessoas adeptas de sexualidades não tradicionais; contudo, a NR reconhece, sim, o valor sagrado da maternidade e da paternidade e reconhece a família formada por homem e mulher como pilar da sociedade a ser valorizado e protegido por políticas públicas (sem nenhum detrimento às pessoas que vivem estilos de vida não-tradicionais) e a NR reconhece ainda a existência de diferenças naturais e culturais entre homens e mulheres (que geram demandas específicas a serem atendidas por políticas públicas, por exemplo, na maternidade e aleitamento) – assim como o fazem, há milhares de anos, todas as civilizações do planeta e tanto as religiões quantas as constituições dos países socialistas.
  • repudia o antissemitismo assim como repudia o sionismo que oprime e massacra os palestinos (cuja luta apoiamos enfaticamente) e, ao mesmo tempo, entende que, como já afirmamos, os judeus, assim como qualquer outro povo, têm, em um mundo multipolar, o direito à sua identidade étnico-cultural e religiosa. Contudo, entendemos que os reais beneficiários do sionismo serão sempre apenas uma minoria e, a longo prazo, até mesmo os judeus sairão prejudicados seriamente por esse tipo de liderança; entendemos ainda que a única saída é afirmar a multipolaridade em contraposição ao sionismo – se isso se dará pela formação de Dois Estados, por uma construção estatal conjunta ou alguma outra fórmula política, caberá aos envolvidos decidir.

8. Sobre o ônus da prova

Àqueles que acusam cabe o ônus de provar – e calúnias e difamações estarão sujeitas às providências cabíveis. Que se acostumem conosco, pois não iremos simplesmente desaparecer – seguiremos defendendo a multipolaridade e os valores trabalhistas e patrióticos.

LIBERDADE, JUSTIÇA, REVOLUÇÃO!

1 Comment

  1. ótimo ! contra fatos não há argumentos ! o delírio lá fora está forte. mas se dispor a aprender os conceitos necessários para o mínimo (por exemplo julgar o que é fascismo) ninguém quer.

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