Celebremos a Cidade Eterna e construamos uma Nova Roma!

O dia de hoje, 21 de abril, é tradicionalmente considerado o aniversário da fundação de Roma. O que isso tem a ver conosco, brasileiros? Como latino-americanos e lusófonos, muita coisa. Por isso, preparamos aqui uma pequena homenagem a Roma, bem como votos para a construção de um projeto grandioso para o Brasil do futuro.

“Do teu mundo, belíssima
rainha, ó Roma, escuta;
ó Roma, no empíreo
céu entre as estrelas escuta
mãe, não de homens
mas de celestiais. Nós
estamos junto ao céu pelos templos teus”

(Claudio Rutílio Namaciano)

“Com o espírito romano antigo […] encontramos um mundo sacro-heróico que foi caracterizado por um ethos severo, por um amor à disciplina, e por uma atitude espiritual viril e dominadora”.

(Julius Evola)

“No auge do Império Romano, Roma era uma ideia, um princípio, que tornava possível unir diferentes povos sem convertê-los ou suprimi-los. O princípio de imperium, que já operava na Roma republicana, refletia a vontade de realizar uma ordem cósmica sempre ameaçada. O Império Romano não demandava deuses ciumentos. Ele admitia outras divindades, conhecidas ou desconhecidas, e o mesmo se passava na ordem política. O império aceitava cultos estrangeiros e a diversidade de códigos jurídicos. Cada povo era livre para organizar sua federação nos termos de seu conceito tradicional de direito. A jus romana prevalecia apenas em relações entre indivíduos de diferentes povos ou em relações entre federações. Era possível ser um cidadão romano (civis romanus sum) sem abandonar a própria nacionalidade”.

(Alain de Benoist)

“O projeto de monarquia supranacional em que se inspirou Alexandre é o modelo persa, e se forja, através dos reinos helenísticos, no Império Romano, que durante mais de quatro séculos garantiu a coexistência pacífica e a cooperação de uma grande comunidade de povos”.

(Claudio Mutti)

“Há casos nos quais há um auspicioso compromisso entre violência e espírito; ele se forma em um equilíbrio vantajoso para ambas as partes. A violência entende que ela dirige melhor quando ela cede ao espírito a honra da representação; assim, por assim dizer, ela ganha terreno sem ser percebida. Crê-se que tem algo a ver com o espírito e ela então tem a oportunidade de se enraizar. Ela vem como “serva da Ideia”; ela se traja nessas vestes porque ela sabe que através disso o reino de seu domínio se espalha ilimitadamente. O espírito, porém, colhe elevadas honrarias; através da simbiose com a violência ele se torna mais importante, dotado de maior autoridade. Aí residia a grandeza da antiga Roma, espírito e violência mantidos em estreita proximidade; a espada romana adquiriu o renome de pavimentar o caminho para a lei pacificadora”.

(Ernst Niekisch)

“Somos povos novos ainda na luta para nos fazermos a nós mesmos como um gênero humano novo que nunca existiu antes. Tarefa muito mais difícil e penosa, mas também muito mais bela e desafiante. Na verdade das coisas, o que somos é a Nova Roma. Uma Roma tardia e tropical. O Brasil é já a maior das nações neolatinas, pela magnitude populacional, e começa a sê‐lo também por sua criatividade artística e cultural. Precisa agora sê‐lo no domínio da tecnologia da futura civilização, para se fazer uma potência econômica, de progresso auto‐sustentado”.

(Darcy Ribeiro)

No dia de hoje, em 753 a.C., era fundada Roma, a Cidade Eterna, Capital do Mundo. Ela foi erguida com o sangue daquilo que Rômulo mais amava e foi preservada, defendida e elevada pelo sangue de incontáveis gerações. Os feitos romanos perdurarão na história e serão lembrados ainda muito depois que nossos netos e bisnetos tenham sido esquecidos.

O espírito romano ainda vive em nós, herdeiros ultramarinos da mais grandiosa das civilizações antigas. Não necessariamente em todos nós, mas em uns poucos, em uma vanguarda, aos quais o Fado impôs uma sagrada incumbência, e que deverão impôr a disciplina necessária à multidão informe, para dar origem a um novo Estado, uma nova civilização, que deverá durar séculos, e cujos feitos deverão ser celebrados por toda a eternidade.

A essência última do Brasil deve ser encontrada na busca pela realização desse destino.

Raphael Machado

Advogado, ativista, tradutor, membro fundador e coordenador-geral Nova Resistência, é um dos principais divulgadores do pensamento e obra de Aleksandr Dugin e de temas relacionados a Quarta Teoria Política no Brasil.

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