Guararapes foi o nascimento do Brasil

Interessada em não enfraquecer o poder dos Países Baixos, então em luta contra o inimigo comum castelhano, Portugal, em sua luta para se separar da coroa espanhola, determina aos combatentes brasileiros que não lutem na Guerra de libertação do Nordeste brasileiro.

Demonstrando a força da sociedade brasileira contra os interesses externos, os patriotas desobedecem. Ainda constituídos por tropas, os Terços, etnicamente discriminadas, iniciam a luta contra um dos mais poderosos exércitos do mundo.

E, pela primeira vez na história do mundo moderno, forças coloniais com parcos recursos derrotam uma moderna força militar européia.

Destaca-se nesta luta a figura ímpar, mas pouco conhecida, de Antônio Dias Cardoso, o “Mestre das Emboscadas”. Percorrendo o interior do território, e ao contrário dos demais corpos combatentes, forma contingentes miscigenados de africanos, indígenas, reinóis e mazombos. Neste momento constitui o “Exército Patriota”, do qual se faz comandante, que impõe derrotas formidáveis às forças neerlandesas, incapazes de responder à mobilidade, à iniciativa e à plasticidade das “companhias de emboscadas” assim organizadas.
Foi o “vietnã” do século XVII.

Não foi apenas um confronto entre povos, mas verdadeiramente um confronto entre cosmovisões. Do lado de lá estavam os valores mercantis, atlantistas, puritanos do empreendimento judaico-holandês, em franca contradição com a identidade brasileira já em formação, e com a portuguesa.

Que fique o exemplo daqueles heróis. Obedientes à Nação, lutaram. Perfeitamente identificados com seu Povo, venceram.

Honremos a memória do Mestre das Emboscadas e seu Exército Patriota! E daqueles que, contra todas as expectativas, expulsaram o inimigo da Raça e da Cultura.

Fizemos uma vez, faremos de novo.

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