A OTAN é genocida! Sem Brasil na OTAN!

O governo de Bolsonaro quer que nosso país faça parte da OTAN, uma aliança militar atlantista cuja finalidade é, exclusivamente, a de destruir a Rússia através de um cerco iniciado desde a Guerra Civil Russa.

Se a finalidade da OTAN fosse ideológica, de combater o comunismo, ela teria sido dissolvida com o fim da URSS. Mas a finalidade da OTAN é geopolítica e trata de fragmentar a Rússia e impedir a construção de uma aliança entre Europa e Eurásia (Eixo Paris-Berlim-Moscou).

Isso porque a Rússia é vista desde o início do século XX, mesmo antes da Revolução Russa, como a principal ameaça geopolítica de longo prazo à hegemonia atlantista.

Alguém consegue enxergar aí algo que seja de nosso interesse, que nos seja favorável ou que até mesmo seja de nossa conta, entre os objetivos da OTAN? Ao contrário. Caso a OTAN conquiste seus objetivos a hegemonia atlantista, cujo núcleo operacional são os EUA, estaria fortalecida.

O que fortalece a OTAN é ruim para o Brasil, porque os seus líderes, os EUA, são nossos principais inimigos. Os EUA não buscam e nunca buscaram parceiros ou aliados em nosso continente. Eles buscam vassalos e qualquer país que almeje ir além da vassalagem, mesmo que apenas um pouco, será alvo de sabotagens, sanções e tentativas de revolução colorida.

Em sua estratégia de preservação da hegemonia unipolar a OTAN nem mesmo pensa duas vezes antes de cometer genocídio.

Essa semana, por exemplo, marca exatos 20 anos do bombardeio da OTAN sobre a Sérvia. Milhares de sérvios, em sua maioria civis, foram chacinados por bombardeios ordenados pela administração Clinton (com voto de apoio de Bernie Sanders), sem distinção. Toda a infraestrutura do país foi também destruída.

A “intervenção humanitária”, que teve como justificativa declarada um genocídio inventado pela mídia e nunca provado, almejava preparar o terreno para que tropas americanas tivessem bases mais próximas da Rússia. Foi também um “teste” preparatório. Boa parte do modus operandi aplicado no Afeganistão, Iraque e Líbia, foi posto em prática pela primeira vez contra a Iugoslávia.

Naturalmente, os laços históricos, econômicos, geopolíticos, culturais e religiosos entre Rússia e Sérvia, que após um período de distanciamento vinham se reaproximando, serviam como “prova” de um “pecado” que permitia à propaganda ocidental demonizar o povo sérvio como bárbaro, selvagem, homicida, criminoso, etc.

É com essa gente que queremos que o Brasil esteja associado? O Brasil tem, apesar de pouco mencionado, também uma comunidade sérvia, formada por imigrantes que vieram para o país ao longo das últimas décadas, e muitos deles fugindo do massacre e destruição empreendido por terroristas wahhabis e depois pela OTAN. Vamos nos associar com os algozes de nossos próprios cidadãos?

Devemos fazer o possível para evitar que o Brasil seja instrumentalizado pelos próprios inimigos para que sirva como bucha de canhão em guerras genocidas que não nos interessam e que simplesmente vão transformar povos amigos em inimigos.

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