Moscou — Piquetes em solidariedade a Rafael Lusvarghi

Nesta semana, uma série de piquetes solitários em apoio ao voluntário brasileiro Rafael Lusvarghi foi realizada em frente à embaixada do Brasil em Moscou. Um tribunal em Kiev, em 25 de janeiro de 2019, condenou Lusvarghi a 13 anos de prisão — a Corte de Apelação de Kiev, considerando que houvera “violações significativas da legislação feitas pela corte de primeira instância”, anulou a sentença. Em 2014, ele participou dos combates em Novorossia, em particular como proeminente oficial da Brigada Prizrak (Brigada Fantasma).

Os manifestantes lembraram que não há muito tempo, em uma das prisões desse país, o voluntário russo Ivanov fora espancado até a morte. Tendo esgotado todos os outros métodos, decidiram realizar uma série de piquetes solitários em frente à embaixada brasileira. Ademais, sublinharam o alinhamento do governo brasileiro com os EUA, principal apoiador da Junta de Kiev.

No cartaz, vê-se o Cristo Redentor, e a inscrição diz: “Brasil, tu não mereces ter Deus! Abandona-o como abandonaste Lusvarghi!” Essa ação fora notada na embaixada, na hora do almoço a equipe da instituição saíra, tirou fotos dos participantes e conversou com eles. Evasivo, um oficial da embaixada disse que a diplomacia brasileira está ciente da situação de Lusvarghi.

Lusvarghi chegou ao Donbass em 2014. Em 2015, ele participou das batalhas pelo aeroporto de Donetsk, onde foi ferido após cair sob ataque de morteiros. Posteriormente, Lusvarghi deixou o território. No entanto, em 2016, os serviços especiais da Ucrânia realizaram uma operação em que ele fora enganado para ser persuadido a ir a Kiev, onde foi preso.

Um dos tribunais libertara temporariamente o voluntário brasileiro, e ele se refugiou das autoridades ucranianas em um mosteiro ortodoxo perto de Kiev. No entanto, por esforços conjuntos de nacionalistas locais, bem como representantes de vários meios de comunicação americanos, Rafael foi novamente detido. Em 25 de janeiro de 2019, um tribunal ucraniano condenou-o a 13 anos de prisão, mas a sentença contra o ex-combatente foi anulada, e seu caso voltou à primeira instância.

Fonte: RIAFAN: В Москве прошли пикеты в поддержку бразильского добровольца в Донбассе

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