Paulo Guedes: usurpador da República

O Brasil tem um novo presidente: Paulo Roberto Nunes Guedes.

Tratado gentilmente pela mídia como “economista”, profissão que não exerce há muito tempo, Guedes eliminou de uma vez por todas os atravessadores políticos que impediam o assalto geral aos cofres públicos: terá um superministério (Fazenda, Indústria e Planejamento) nas mãos e cumprirá a tarefa ultraliberal para a qual foi designado.

Aproveitando-se do baixo quociente intelectual de Bolsonaro, o banqueiro, fundador do BTG Pactual, decidiu aceitar a missão de vender o Brasil aos piratas do rentismo internacional.

Contrariando a campanha de moralização política encampada por Jair, o futuro Ministro está sendo processado pelo Ministério Público por gestão temerária e fraudulenta de fundos de pensão.

Segundo as apurações iniciais, o esquema pode ter gerado um lucro aproximado de R$ 600 milhões.

Se Paulo Guedes conseguiu fraudar um sistema como um mero operador de mercado, do que ele será capaz quando tiver a máquina estatal nas mãos?

Não bastassem esses fatos, alguns economistas que estudaram com Guedes afirmam que ele não tem traquejo e conhecimento da coisa pública para gerenciar uma pasta fundamental e estratégica para o país.

Logo nos primeiros movimentos, o banqueiro-ministro já fez duas afirmações desastrosas: afirmou que não priorizará o MERCOSUL, responsável por uma boa parte do PIB nacional, e comprou briga com os industriais: “Nós vamos salvar a indústria brasileira. Está havendo uma desindustrialização há mais de 30 anos. Nós vamos salvar a indústria brasileira, apesar dos industriais brasileiros”.

Paulo Guedes não liga para a indústria e tampouco quer saber do desenvolvimento real do país.

Seu único compromisso é expropriar nosso país como uma demonstração de afeto pelo capital transnacional.

Geraldo Brindeiro, procurador nos tempos de governo FHC, ficou conhecido como “engavetador geral da República” por ter acobertado diversos crimes do colarinho branco.

Bolsonaro foi além: nomeou um usurpador geral da República para que não haja dúvidas de que servirá fielmente os poderes que representa.

Para resumir a pauta: Paulo Guedes é um apostador e o Brasil é a moeda de troca.

Reafirmamos, portanto, nossa posição: somos contra a política ultraliberal de Bolsonaro e favoráveis a um modelo desenvolvimentista de justiça social que ajude o Brasil a encontrar o caminho da prosperidade e do crescimento.

LIBERDADE! JUSTIÇA! REVOLUÇÃO!

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