Guru de Bolsonaro, Paulo Guedes é adepto da ‘Sociedade Aberta’ de George Soros

Como sou bonzinho, vou ajudar os conservadores: Paulo Guedes é um progressista incubado — nem tão incubado assim: ele se assume às vezes, em algumas entrevistas.

Enxerga a História como algo linear e que ruma a um “progresso”. Para ele, os governos anteriores não foram um problema, mas apenas uma “escada”, uma etapa numa linha contínua de “aperfeiçoamento das instituições”.

Essa divisão da História em geral, e da História do Brasil em particular, entre “Era Fechada” e “Era Aberta” é uma influencia tipicamente popperiana (George Soros é o mais famoso popperiano, não por acaso, batizou sua fundação de Open Society, ou seja, Sociedade Aberta). Paulo Guedes enxerga a inserção do Brasil no modelo liberal, nas regras da ONU, do FMI, como uma etapa rumo ao progresso-do-sei-lá-o-quê. Comparem os discursos dele com os de George Soros sobre o “aperfeiçoamento das instituições democráticas”. Não é muito diferente de tucanos e de suas gestões que aceleram a submissão do Brasil a organismos internacionais (que, dentre outras coisas, preconizam o controle das armas, por exemplo).

Entendam que até mesmo o liberalismo de Paulo Guedes, na verdade, é apenas uma “ferramenta” rumo a tal “Sociedade Aberta”. Nisso, ele mesmo se assume, em algumas entrevistas, não como um liberal radical, mas como um progressista radical. E o que o difere de progressistas de esquerda? A divergência é apenas sobre qual “motor” leva ao tal Progresso: para liberais de esquerda, são medidas mais keynesianas — para progressistas de direita, a la George Soros (com quem o guru econômico de Bolsonaro compartilha princípios e convicções), é o liberalismo econômico.

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