A Netflix sempre teve alinhamento ideológico

O drama da semana é o “protesto-boicote” da ralé progressista de sempre, dessa vez dirigido contra a Netflix, sob a justificativa de que a recém-lançada série “O Mecanismo” difamava o “Messias” da esquerda liberal brasileira, Lula. Sem entrar no mérito do conteúdo da série em questão é curioso notar a “descoberta” de que a Netflix seria um espaço ideologizado.

Hordas enfurecidas de frequentadores do Starbucks estão agora planejando inúmeros “lacres” para expressar toda sua indignação contra essa “traição” da Netflix.

Isso nos deixa questionando se essas pessoas conheceram a Netflix há menos de 1 mês. Ou se essas pessoas realmente assinam a Netflix. Porque para a maioria das pessoas é evidente, há anos, que a Netflix está ideologicamente enviesada e é parte de uma guerra cultural e midiática.

Já está na hora de compreender que “neutralidade” é algo que não existe. Tudo e todos estão envolvidos de alguma forma nas guerras culturais de nossa época, conscientemente ou não. A Netflix nunca foi diferente e não é exceção. Ademais, ao que tudo indica a Netflix é claramente consistente em seu enviesamento ideológico, que é claramente pós-liberal e progressista.

Ou seja, não se trata de um mero comportamento empresarial oportunista querendo lucrar com modas do momento, mas de um compromisso específico com uma cosmovisão, a pós-liberal. Um compromisso que, de forma demonstrada, às vezes até passa por cima dos interesses materiais da empresa.

O Oscar deste ano, que foi também o mais ideológico da história, contou com a presença de dois “documentários” da Netflix. “White Helmets” e “Icarus”.

“White Helmets” é um “documentário” que exalta o papel de uma organização que comprovadamente é parte da rede e organizações do “Exército Livre da Síria”, cuja principal organização é a Al-Qaeda, mas que conta também com outros baluartes da “liberdade” como Ahrar al-Sham ou Jaysh al-Islam, todos eles grupos terroristas salafistas e wahhabis. Um documentário que exalta terroristas assassinos de crianças ganhou um Oscar.

“Icarus” é outro “documentário” da Netflix. Dessa vez um que expõe o suposto esquema estatal russo de doping, esquema esse que já desbaratamos aqui em nossa página há pouco tempo. O documentário faz parte das ferramentas de propaganda de guerra anti-russa que agora são onipresentes na mídia de massa.

Mas há vários outros exemplos. “Winter on Fire” foi um documentário sobre o “Euromaidan”, o golpe financiado por países e ONGs ocidentais com o objetivo de trocar a liderança ucraniana por uma que fosse mais simpática ao Ocidente.

“Dear White People” foi uma série que, sob a desculpa esfarrapada de lidar com “racismo” e “autoafirmação negra”, se provou mais um elemento de fortalecimento de antagonismos raciais. “Sense8” basicamente poderia ser resumida como uma produção de propaganda da ideologia de gênero.

A Netflix tem ainda produções dedicadas à propaganda anticoreana, à propaganda a favor da legalização da maconha, produção progressista pseudocientífica posando de programa científico e, de modo geral, programas dedicados a todas as pautas liberais da pós-modernidade.

Nossos seguidores gostarão de saber, e não estamos fazendo aqui qualquer insinuação, de que desde 2015 George Soros se tornou proprietário de 400 mil ações da empresa em questão. Considerando que ele adquiriu essas ações em um momento em que a Netflix ainda não era investimento garantidamente lucrativo, podemos considerar que boa parte de seu crescimento desde então se deveu à “aposta” feita por Soros no formato da Netflix.

Não é mera questão empresarial. Boa parte dessas produções mais abertamente ideológicas são rechaçadas pelo público. Não obstante, as que são seriais raramente são canceladas, apesar da rejeição.

E todas essas e outras produções da Netflix são infinitamente mais ideológicas, nefastas e socialmente prejudiciais do que uma série semi-humorística que coloca na boca do Lula falas de outras pessoas e que é claramente ficcional. Não obstante, a “Zona Sul” da militância esquerdista brasileira está agora indignada após a “descoberta” de que a Netflix não é um espaço neutro.

O infantilismo esquerdista liberal nunca decepciona.

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