É justo permitir ‘pessoas trans’ competindo com mulheres?

Em abril deste ano corrente, o jovem de 15 anos Andraya Yearwood disputou um campeonato estadual escolar com jovens do sexo feminino. Sem muita surpresa, o jovem Andraya massacrou as concorrentes. A sua vitória sobre elas foi avassaladora.

Esse não é um caso isolado. Em novembro de 2016, o ciclista de 36 Jillian Bearden venceu a divisão feminina do “El Tour de Tucson”, com grande vantagem sobre as adversárias. O jogador de basquete Gabrielle Ludwig, de 50 anos, 1,95, 100 kg, foi aceito na equipe de basquete feminino de Mission College em Santa Clara.

Hannah Mouncey, de 26 anos, 1,85, 100kg, era capitão de um time de handbal masculino de Canberra, Austrália. Ele chegou a disputar o Campeonato Mundial pela seleção australiana e se qualificou para as Olimpíadas de 2016. Agora, tomando hormônios femininos, foi aceito na seleção feminina de handbal.

O levantador de peso Laurel Hubbard, 39 anos, venceu a competição australiana de levantamento de peso na modalidade feminina, erguendo 269 kg, bem mais que a segunda colocada.

Os exemplos abundam.

O lutador de MMA Fallon Fox recebeu permissão para lutar com mulheres e, em 2015, fraturou a ossatura orbital de sua adversária em uma luta.

Homens estão inundando modalidades desportivas femininas. Em sua maioria, trata-se de pessoas que já eram esportistas, mas esportistas medíocres, se comparados com outros homens. Mas, ainda assim, recebendo permissão para disputar com mulheres, os resultados têm sido um verdadeiro massacre.

Não pode haver surpresa aqui e toda a indignação do mundo é perfeitamente justificada. Homens não são mulheres. As diferenças entre homens e mulheres não se resumem a autopercepção, nem à projeções mentais. E essas distinções não são apagadas por terapia hormonal e cirurgia de mudança de sexo.

Livros poderiam ser escritos sobre o assunto, mas vamos fazer alguns apontamentos. Homens são, em média, mais altos que mulheres e estatura mais elevada acarreta estatisticamente uma série de vantagens em vários esportes, como mãos maiores, amplitude e alcance maiores, maior visibilidade e tronco mais forte. Todas essas características representam vantagens explícitas para esportes como basquete, vôlei e handbal.

Em média, homens são melhores que mulheres em diversas tarefas viso-espaciais graças a dimorfismo sexual no córtex visual. Não há qualquer evidência empírica de que terapias de supressão de testosterona e de reposição hormonal com estrogênio são suficientes para alterar essa vantagem viso-espacial. Assim, estamos falando de mais uma vantagem biológica evidente em qualquer esporte que envolva coordenação motora (óculo-manual e/ou óculo-pedal), como golf, futebol e ping-pong.

No caso dos homens que já participavam profissionalmente de esportes e só depois começam com as terapias e o processo de mudança de sexo, há também vantagens psicológicas e cognitivas, derivadas do desenvolvimento de engramas motores em níveis competitivos que não são atingidos no esporte profissional feminino.

Em geral, defensores da participação de homens que “mudaram de sexo” em competições desportivas femininas apelam às exigências de manutenção de uma taxa específica de testosterona, equivalente a das mulheres. A ideia é de que entupir homens com estrogênio e suprimir produção de testosterona realmente elimina distinções naturais entre homens e mulheres.

Isso é ideologia. Não tem nada a ver com biologia. Não é à toa que basta olhar para esses homens que nós sabemos de imediato que são homens. Hormônios não são um tema simples assim. As diferenças hormonais e fisiológicas entre homens e mulheres vão mais fundo do que meras diferenças quantitativas cruzadas nas taxas de testosterona e de estrogênio.

Muito mais elementos influenciam no desempenho e rendimento de um atleta do que o nível de testosterona. A estrutura óssea é diferente entre homens e mulheres, e a terapia hormonal não equaliza essa diferença. A distribuição de fibras musculares tipo 1, 2a e 2x entre homens e mulheres é diferente e isso não é anulado pela terapia hormonal.

Adrenalina, nora adrenalina, cortisol, gh, igf-1, somatomedina, t4, t3, tsh, insulina, sensibilidade para insulina, potencial mitocondrial de ativação de via ampk, ativação de via Mtor, todos esses são hormônios fundamentais para determinar o rendimento de um atleta, e tudo isso é diferente entre homens e mulheres e não é igualado pela mera administração do hormônio sexual (testosterona/estrogênio) do sexo oposto.

E mesmo que focássemos apenas na distinção testosterona/estrogênio, ainda nos depararíamos com o ABISMO dos receptores androgênicos e sua sensibilidade e “up-regulation”, diferentes em um organismo masculino e um feminino.

X de testosterona em um homem (que acha que é mulher) tem muito mais efeito de anabolismo e força do que o mesmo X de testosterona em uma mulher de verdade. Pode-se, então, estabelecer critério de “nível de testosterona”, que os homens participando de competições femininas AINDA terão vantagens.

E poderíamos avançar ainda para a variação enzimática hormonal entre os sexos. Mulheres têm muito mais da enzima aromatase, que converte testosterona em estraditol; mulheres têm mais da enzima 5-alfa-redutase, que reduz a testosterona em DHT; mulheres têm mais da globulina ligadora em hormônios sexuais (SHBG). Tudo isso diminui a quantidade de testosterona livre, impedindo que parte dessa testosterona seja usada para fins anabólicos ou de potência. E ISSO MESMO QUE A TAXA DE TESTOSTERONA SEJA MANTIDA IGUAL ENTRE HOMENS E MULHERES.

Em suma, há um ABISMO entre homens e mulheres. E o bom dessa polêmica é que finalmente se está podendo discutir e mostrar que homens e mulheres não são iguais. Igualdade é uma farsa! E pessoas que são de um sexo, mas acham que pertencem a outro, não têm alteradas todas as distinções sexuais mesmo com toda a terapia hormonal e com todas as cirurgias do mundo.

Essa é a realidade. E quem está se posicionando do outro lado, contra a realidade, e a favor de que “pessoas trans” participem de competições desportivas contra o sexo oposto, o fazem exclusivamente por ideologia. Pela ideologia liberal, pela ideologia dos direitos humanos, pelas mitomanias pós-modernas, as quais apontam na direção do trans-humanismo e da pós-humanidade, dissolvendo o homem e o substituindo por construtos artificiais montados a base de cirurgias, terapias e implantes.

Parabenizamos as poucas mulheres esportistas que eventualmente conseguem superar essas figuras que se infiltraram no esporte feminino, mas apontamos que a única conduta correta e possível é que as mulheres esportistas se RECUSEM A COMPETIR caso sejam forçadas a competir contra homens dentro de divisões femininas de seus esportes. Do contrário, futuramente, haverá apenas homens e “pós”-homens disputando competições profissionalmente. Ou então deixará de existir a divisão sexual no esporte. De um jeito ou de outro, soluções aberrantes e indesejáveis, todas elas causadas pelas bizarrices politicamente corretas da pós-modernidade.

Homens devem competir profissionalmente com homens.

Mulheres devem competir profissionalmente com mulheres.

E ninguém deve ser obrigado a competir com pessoas do outro sexo, ainda mais quando o outro sexo tem várias vantagens naturais que reduzem as próprias chances de competição justa.

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