Crise na arquitetura moderna:

– É idiotice pensar que a arquitetura não é identitária. No Brasil, por exemplo, a chegada da corte portuguesa foi um desastre arquitetônico, na medida em que desejou tornar o país “mais europeu” e apagar os traços das arquiteturas orientais e árabes que se destacavam pelas ruelas da colônia. Assim, desapareceram os muxarabiês, as cornijas e os pagodes e surgiram os prédios com o estilo requentado do que estava sendo produzido na França.

– A arquitetura moderna fez um esforço enorme para apagar determinados trânsitos culturais e ensejou planificar o conceito de beleza e utilidade. “Para que serve isso ou aquilo”, perguntava Walter Gropius enfurnado em suas próprias ideias neuróticas sobre a função da arquitetura.

– A crise da arquitetura moderna, portanto, é um facho da crise do ser no mundo.

Alex Sugamosto

Artista, músico, pesquisador, professor e membro da NR-MG.

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