Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes (2017):

A Nova Resistência foi uma das representantes do Brasil na 19ª edição do Festival Mundial da Juventude e dos Estudantes – evento mundial de teor anti-imperialista, realizado desde 1947 e que conta com delegações de países de todo o mundo, incluindo Síria e Coreia do Norte.

Nossa organização foi diretamente convidada por membros da comissão organizadora, que mantiveram contato conosco desde o início do ano para acertar todos os detalhes. Em meio a todas as dificuldades, felizmente, conseguimos enviar uma delegação com três ativistas, que representaram não só o Brasil, mas também a causa socialista, patriótica e nacional-revolucionária, bem com o ideal multipolar do projeto de uma Quarta Teoria Política como um todo, ao lado de outro ativistas nacional-revolucionários, eurasianistas, socialistas e antiglobalistas em geral.

“O lema deste ano é: ‘Pela a paz, pela a solidariedade e pela a justiça social, lutamos contra o imperialismo – honrando nosso passado e construindo o futuro!’.

Estamos muito animados e orgulhosos pelos esforços dos nossos camaradas brasileiros, que, incansavelmente, organizam e impulsionam o nosso programa para uma uma revolução total.

Em particular, saudações a Raphael Machado pelo seu valor e por suas ações singulares, ainda que sob ameaça e coação, e aos camaradas do Brasil que irão representar o nosso movimento na Rússia”

(Joaquin Flores, diretório europeu da Nova Resistência – Belgrado, Sérvia)

Como bem observou Daria Dugina, jornalista e ativista da Juventude Eurasiana, filha do professor Aleksandr Dugin, o tema do evento é particularmente propício em um contexto de intensificação da guerra entre Estados Unidos e Rússia no contexto de uma Terceira Guerra Mundial (envolvendo Síria, Ucrânia, RPDC).

Membros da nossa delegação com a jornalista e ativista Daria Dugina

Além de mesas de debate, palestas e conferências, o Festival também contou com demonstrações de solidariedade anti-imperialista, como à Síria e outros países igualmente afetados pelos tentáculos da civilização ocidental globalista, onde foi possível fortalecer o espírito do nacionalismo internacionalista – a coordenação entre diferentes pátrias e povos contra o inimigo comum –, estabelecendo pontos de diálogo com ativistas dos mais diferentes países. 

Solidariedade com a Síria nos corredores do Festival

  

Com os camaradas poloneses do Xportal/Falanga

Um dos pontos altos do Festival foi a conferência Multipolarity: the main values and perspectives (Multipolaridade: principais valores e perspectivas), na qual representantes de 14 países (Irã, Turquia, França, Itália, Áustria, Alemanha, Hungria, Polônia, Moldávia, Palestina, Canadá , Brasil, Rússia e Paraguai) compartilharam suas interpretações do conceito de multipolaridade. Dentre as organizações representadas estavam: Nova Resistência (Brasil), Falanga (Polônia), Juventude Eurasiana (Rússia) Peace for Justice (Irã), Les Brigandes (França) e ala juvenil do partido Vatan (Turquia), entre outras.

As intervenções de cada um dos participantes se deu no sentido de ressaltar o caráter de rede a partir do qual o imperialismo atua, com proxies e tentáculos em diversas partes do mundo, ameaçando a soberania, e até a existência, de diversos Estados. Ressaltou-se também a necessidade de se construir uma nova contra-hegemonia em todas as frentes (políticas, artísticas, filosóficas), atacando o coração do Sistema: o individualismo, estrutura fundacional da hegemonia liberal.

O ponto de partida para a construção da nova ordem será o total dissenso em relação status quo (o liberalismo, primeira teoria política), anti-individualismo (e suas aplicações nos domínios da história, da cultura e das tradições) e uma rejeição da fé cega no progresso (na crença hodierna no crescimento societário linear e cumulativo, que o professor Dugin denomina de processos monotômicos), fazendo um apelo à concepção tradicionalista do mundo, a partir do qual cada povo possa forjar o seu próprio destino histórico.

 “A queda da unipolaridade é, acima de tudo, um desafio para nós mesmos e representa um chamado para despertar do sono dogmático pós-liberal” (Daria Dugina).

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