A farsa da teoria americana da ameaça norte-coreana:

(Artigo publicado no jornal oficial do Partido dos Trabalhadores da Coreia, Rodong Sinmun, assinado por Jong Hyon [provavelmente um estudante universitário norte-coreano], na última quinta-feira):

 

Qualquer um que esteja interessado na justiça, na verdade, na paz e na estabilidade, no Nordeste da Ásia e no resto do mundo, deve tomar nota sobre a verdade sobre a “teoria dos EUA acerca da ameaça norte-coreana”.

A RPDC nunca invadiu nenhum país e tampouco tentou fazê-lo – ainda que seja contrária aos movimentos de invasão do inimigo jurado que são os EUA. No entanto, o mesmo não pode ser dito sobre os EUA (que são diferentes da RPDC). Historicamente, seu líder ameaça persistentemente a RPDC. Como é de conhecimento geral, as ameaças de décadas contra a RPDC são parte da selvagem ambição dos EUA de dominação e supremacia mundial – que é a base de sua política de Estado.

A RPDC tampouco pode ser comparada aos EUA em termos territoriais e populacionais e, ainda assim, seus discípulos e seguidores gritarem “ameaça!” e clamam por “sanção” ou “pressão” – clamores que nós rejeitamos como sofismas, que não podem enganar nem mesmo crianças do primário. Deste modo, a opção da RPDC é justa e não pode ser objeto de crítica.

A essência da teoria da “ameaça nuclear norte-coreana”, persistentemente elencada pelos EUA e pelas forças vassalas a ele, é tornar ilegal o acesso da RPDC às armas nucleares. Motivados por uma intenção perversa e astuta de deslocar a desfavorável estrutura do conflito RPDC-EUA para um conflito entre a RPDC e a comunidade internacional, conjugado em torno de uma campanha de sanções e pressões sobre a RPDC a partir das forças de grandes e pequenos países, os EUA tem recentemente espalhado a “teoria da ameaça nuclear norte-coreana”, cuja finalidade é derrubar-nos a qualquer custo.

Por outro lado, o poderio nuclear a da RPDC visa à justiça contra a agressão e a tirania, e nisso reside à validação e a motivação do acesso às armas nucleares. A opção da RPDC de proteger a dignidade, a segurança e os interesses de dezenas de milhões de pessoas, abrindo a porteira para seu desenvolvimento independente, é absolutamente correta, de modo que ninguém deve criticar nosso reforço ao poderio nuclear do Estado como uma “ameaça”.

As sanções e a pressão sobre a RPDC são um crime desumano e brutal, que nunca deve ser tolerado e que deve ser solucionado o mais rápido possível. Não há motivo para que crianças inocentes, mulheres, pessoas idosas e todas as demais pessoas da RPDC sejam sujeitas a sanções monstruosas e ao bloqueio econômico em um período de paz.

Desde o dia do nascimento da RPDC, seu povo sofre com sanções e pressões – uma guerra sem armas – e, ainda assim, avança com autossuficiência e autodesenvolvimento como uma força dinâmica em prol de sua existência e de seu desenvolvimento. Ela nunca desistirá de sua justa e imprescindível espada nuclear, que foi forjada para derrotar os agressores imperialistas dos EUA, um por um. O Exército e o povo da RPDC têm seus corações ardentes pela vontade de conquistar a vitória final e de obrigar os EUA a pagarem um alto preço por seu sangue.

Um porta-voz da Casa Branca, ignorante em assuntos militares, ousa falar na “calma que precede a tempestade”, em “operação de decapitação” e em um “grande ataque nuclear preventivo”, mas é aconselhado a moderar sua língua após ponderar sobre as consequências inerentes a essa balbúrdia. O homem raivoso na Casa Branca deve ter em mente que ele enfrentará uma imensa saraivada de fogo nuclear se quiser um confronto RPDC-EUA com armas nucleares.

Fazendo referência ao modo de resolução do problema RPDC-EUA, alguém disse que “um obstáculo deve ser retirado por quem o colocou ali”, o que deve ser avaliado. As armas nucleares da RPDC abrirão um novo capítulo na história, com a sua justa vitória sendo um ponto de ruptura na política mundial que delibera sobre a independência ou a supremacia.

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