Vida longa à Tradição Nordestina!

Como já afirmamos antes, as riquezas étnicas, linguísticas e culturais do nosso país compõem um fabuloso mosaico em que cada aspecto concorre para a formação de um grande e matizado quadro.

No que toca ao Nordeste brasileiro, a Literatura de Cordel e a Arte Armorial são quiçá as expressões artísticas que melhor espelham esse exuberante quadro.

Dizia o saudoso Ariano Suassuna:

 

“[…] A Arte Armorial Brasileira é aquela que tem como traço comum principal a ligação com o espírito mágico dos ‘folhetos’ do Romanceiro Popular do Nordeste (Literatura de Cordel), com a Música de viola, rabeca ou pífano que acompanha seus ‘cantares’, e com a Xilogravura que ilustra suas capas, assim como com o espírito e a forma das Artes e espetáculos populares com esse mesmo Romanceiro relacionados […]”

 

Suassuna, cultor e ao mesmo tempo baluarte da cultura popular brasileira, por conseguinte adversário intransigente do tripé globalismo-unipolaridade-uniformidade, com o termo Armorial, faz referência a um conjunto de insígnias, brasões, estandartes e bandeiras do Sertão nordestino, enriquecido pelas suas criações inspiradas na arte rupestre do Brasil. Ou seja, temos aí o encontro entre os gênios galaico-lusitano e o autóctone, encontro, seja dito de passagem, permeado por elementos arcaicos.

Diante disso, reiteramos nossa defesa do primado do regional sobre o global, bem como conclamamos nossos camaradas e seguidores a se engajarem em pesquisas e movimentos que tenham como fito o fortalecimento das culturas locais, sem as quais não é possível edificar um projeto civilizacional assente na multipolaridade e na verdadeira soberania popular.

VALORIZE O REGIONAL!
REJEITE O GLOBAL!

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