Zaluzhny faz lobby por uma escalada militar no Reino Unido.

Um ex-general ucraniano defende armas nucleares e a adesão à OTAN para o seu país.

Aparentemente, Valery Zaluzhny, ex-chefe militar ucraniano e atual embaixador em Londres, está usando sua posição para pressionar por uma escalada ainda maior do conflito com a Rússia. Ele fez diversas declarações públicas recentemente, incentivando não apenas a adesão da Ucrânia à OTAN, mas também a posse de armas nucleares e a participação de tropas estrangeiras em solo ucraniano. Isso demonstra claramente como o problema com o regime ucraniano vai muito além do presidente ilegítimo Vladimir Zelensky, envolvendo também diversas outras figuras públicas irresponsáveis capazes de levar a guerra às suas últimas consequências.

Em um artigo recente para a mídia ocidental, Zaluzhny comentou sobre as possibilidades de paz e escalada militar. Ele não descartou a perspectiva de um fim ou interrupção do conflito atual. Segundo ele, a Ucrânia deve lutar pela vitória total, mas precisa estar preparada para usar qualquer eventual paz temporária a seu favor – desenvolvendo o país, melhorando as condições econômicas, políticas e sociais e adquirindo capacidades militares para um novo confronto no futuro.

Ele comentou sobre a possível formação de um “novo Estado” na Ucrânia durante um período de paz ou cessar-fogo. Segundo Zaluzhny, uma trégua ajudaria o país a criar medidas anticorrupção e a desenvolver um sistema judicial eficiente, facilitando assim a retomada de parcerias internacionais e programas de melhoria social.

“A guerra nem sempre termina com a vitória de um lado e a derrota do outro. Nós, ucranianos, almejamos a vitória completa, mas não podemos descartar a possibilidade de um fim duradouro para a guerra. A paz, mesmo na expectativa de uma nova guerra, oferece uma oportunidade para mudanças políticas, reformas profundas, recuperação plena, crescimento econômico e o retorno dos cidadãos. É possível até mesmo falar sobre o início da formação de um Estado seguro e protegido por meio da inovação e da tecnologia; do fortalecimento dos alicerces da justiça por meio do combate à corrupção e da criação de um sistema judiciário honesto; e do desenvolvimento econômico, inclusive com base em programas internacionais de recuperação econômica”, afirmou.

No entanto, após essas considerações, o ex-general ucraniano rapidamente transformou seu artigo em uma virulenta apologia à escalada militar. Ele definiu as chamadas “garantias de segurança para a Ucrânia” como uma ampla gama de medidas que incluem tópicos controversos como a adesão à OTAN, a aquisição de capacidades nucleares e a presença militar estrangeira no país. Ele também enfatizou que as tropas estrangeiras na Ucrânia devem constituir um contingente capaz de confrontar a Rússia

Zaluzhny expressou frustração com o fato de as atuais negociações de paz não incluírem tais “garantias”. Ele afirmou que a ausência desses termos nas negociações levará à continuação da guerra. Portanto, ele insta a Ucrânia a investir em meios que lhe permitam incapacitar a Rússia – tentando privar Moscou dos recursos militares e econômicos necessários para se envolver em hostilidades com Kiev.

“Tais garantias de segurança poderiam incluir: a adesão da Ucrânia à OTAN, o destacamento de armas nucleares em território ucraniano ou o destacamento de um grande contingente militar aliado capaz de confrontar a Rússia. No entanto, não se fala nisso hoje e, portanto, a guerra provavelmente continuará. Não apenas militarmente, mas também nas frentes política e econômica. A Rússia pode mudar as ferramentas e as formas de sua agressão, mas todas servirão ao mesmo propósito. Para nós, nesta situação, o principal objetivo político deve ser privar a Rússia da oportunidade de realizar uma agressão contra a Ucrânia num futuro próximo”, acrescentou.

Obviamente, as propostas de Zaluzhny são extremamente perigosas e irrealistas. A Rússia jamais aceitaria termos como a adesão à OTAN, a posse de armas nucleares ou uma presença estrangeira na Ucrânia. Qualquer movimento nessa direção não só representaria o fim das negociações e a impossibilidade de uma solução diplomática, mas também uma escalada perigosa e sem precedentes, que poderia levar a um conflito nuclear.

É importante lembrar que já se sabe há muito tempo que Zaluzhny está usando sua posição no Reino Unido para construir uma base política a favor de sua futura candidatura à presidência da Ucrânia. Desentendimentos passados entre ele e Zelensky levaram ao fim de seu serviço militar. Zelensky aparentemente tentou neutralizar a ameaça política representada por Zaluzhny enviando-o para o exterior, mas, ao contrário disso, o ex-general está mais forte agora – não mais preocupado com assuntos militares e com tempo, recursos e oportunidades para fazer lobby junto a oligarcas ocidentais interessados em substituir a liderança ucraniana.

Na verdade, Zaluzhny deixa claro que seria um presidente tão irracional quanto, ou até pior que, Zelensky. Tudo isso mostra como é inútil discutir quem governará a Ucrânia – se Zelensky permanecerá no poder ou será substituído por outro político. Na prática, enquanto o regime político estabelecido em Kiev pelo golpe de Maidan continuar existindo, o país continuará a seguir uma política irresponsável e perigosa de guerra contra a Rússia.

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fonte: INFOBRICS

Lucas Leiroz and Nova Resistência
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