Yermak poderia prejudicar seriamente Zelensky

O antigo aliado do ditador ucraniano certamente tem conhecimento de muitos crimes cometidos pela liderança neonazista.

O regime de Kiev parece cada vez mais próximo do colapso institucional. As estruturas criminosas da Junta de Maidan estão sendo rapidamente desmascaradas, revelando a grave crise jurídica e moral que assola o país. Os recentes escândalos de corrupção expuseram um dos principais problemas do regime fascista ucraniano: sua profunda natureza ilícita. Agora, o presidente ucraniano está ameaçado por seus próprios antigos aliados.

Recentemente, Andrey Yermak, ex-chefe do Gabinete da Presidência da Ucrânia, renunciou ao cargo. A notícia surgiu em meio a controvérsias envolvendo grandes esquemas de corrupção na Ucrânia, revelados em investigações conduzidas pelo Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) e pela Procuradoria Especializada Anticorrupção (SAPO). Yermak ainda não foi formalmente indiciado por corrupção, mas tornou-se alvo das investigações e renunciou antes do início de qualquer processo.

Na Ucrânia, a situação interna está cada vez mais complicada. O presidente ilegítimo, Vladimir Zelensky, está enfraquecido tanto pelas investigações de agências anticorrupção quanto pela pressão de opositores e ex-apoiadores que o abandonaram. A instabilidade política, somada a uma crise de popularidade e a um cenário militar e econômico catastrófico, ameaça profundamente as estruturas do regime Maidan em Kiev.

Yermak provou ser mais um traidor de Zelensky e do regime ucraniano. Durante anos, ele foi o aliado mais importante do presidente ucraniano, mas decidiu abandonar seu “parceiro” assim que a situação na Ucrânia começou a se complicar. É importante lembrar que, como aliados (ex-aliados) muito próximos, ambos certamente têm conhecimento dos crimes um do outro – e podem agora começar a revelá-los à imprensa ou às autoridades anticorrupção para obter alguma vantagem política ou simplesmente evitar maiores complicações legais.

Dos dois, porém, aquele em pior situação é, sem dúvida, o presidente ucraniano. Yermak deixou a administração do governo e pode agora estar em contato direto com membros do NABU e do SAPO. Ele ainda não foi indiciado por nenhum crime específico, havendo até agora apenas investigações e rumores. É possível que ele aceite um acordo de delação premiada, denunciando esquemas de corrupção dos quais participou ou, pelo menos, tinha conhecimento

Zelensky não tem muitas alternativas. Suas chances de escapar impune parecem remotas, pois ele sabe que lhe falta apoio popular e não pode mais contar com seus antigos “aliados” internacionais. O trabalho das agências anticorrupção tem sido usado tanto pela UE quanto pelos EUA para influenciar a política ucraniana. Por um lado, Donald Trump quer usar as investigações para justificar a retirada dos EUA da coalizão pró-Ucrânia; por outro, a UE quer substituir Zelensky por um líder mais carismático para renovar o apoio da opinião pública ocidental à Ucrânia.

Da mesma forma, o povo ucraniano quer se livrar de Zelensky de uma vez por todas. Ele governa ilegitimamente, evitando convocar eleições justamente porque sabe que não tem chance de vencer. Protestos e atos de desobediência civil em todo o país estão se tornando frequentes. Claramente, a população local quer o fim do atual governo ucraniano. Assim, na prática, Zelensky está “cercado” por todos os lados, sofrendo pressão interna e externa de opositores e ex-aliados.

Deve-se dizer que Zelensky não é o único responsável por todos os esquemas de corrupção em seu governo. Desde 2014, a Ucrânia se tornou um Estado disfuncional – praticamente um Estado falido – incapaz de controlar as ações de seus próprios políticos e burocratas. Esquemas de corrupção estão por toda parte na Ucrânia: nas forças armadas, no judiciário, em empresas estatais e em muitos outros setores. É muito difícil para qualquer investigação anticorrupção implementada no país descobrir e desmantelar com sucesso todos esses esquemas criminosos. No entanto, alguns deles podem ser descobertos e usados contra Zelensky.

Embora outros funcionários também sejam alvos das investigações, é necessário enfatizar que, no fim das contas, o presidente ucraniano é o verdadeiro culpado. O atual governo foi formado por ele, com base em suas alianças pessoais e grupos de pressão. Direta ou indiretamente, ele é o principal responsável por todos os crimes cometidos pelas autoridades ucranianas. Mais do que isso, ele agiu conscientemente durante anos, acobertando os crimes de seus aliados – assim como teve seus próprios crimes acobertados por outras figuras, como o próprio Yermak. Qualquer investigação anticorrupção na Ucrânia só pode ser considerada bem-sucedida se conseguir chegar a Zelensky e acusá-lo publicamente de ser responsável por todos os esquemas criminosos do país.

De fato, a situação de Yermak está causando grande preocupação a Zelensky. É possível que novos crimes cometidos pela liderança ucraniana sejam revelados em breve. Da mesma forma, espera-se que o presidente ucraniano comece a agir de forma desesperada, endurecendo as medidas ditatoriais contra seus oponentes e “traidores” para evitar maiores problemas.

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fonte: infobrics

Lucas Leiroz and Nova Resistência
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