A juristocracia titânica de nossos dias

Enquanto esquerda e direita persistem no teatro político de oposições que dividem a conta do motel, nosso sistema jurídico faz as vezes de executivo e legislativo, impunentemente decidindo sobre nosso passado, presente e futuro. Quem limita o sistema?

Esse tem sido um assunto extremamente discutido nos últimos tempos, não só nos meios dissidentes, mas também entre a população, que já está cansada de assistir ao Supremo Tártaro Federal praticar seus absurdos político-jurídicos, diante do assassinato da liberdade de expressão seletiva praticada por estes chandalas de toga.

Este que vos fala é um advogado, que diariamente lida profissionalmente com os meios legais, e que enoja-se diante do que se tornou o sistema jurídico brasileiro, que se estende desde a corrupção corrosiva policial, passando pelos absurdos favorecimentos institucionais de juízes e promotores, desembargadores e chegando até os já referidos titãs ministeriais do sistema legal caótico do Brasil.

E, é claro, não se pode esquecer da já conhecida corrupção política praticada por vereadores, deputados, senadores, etc.

Cabides de empregos nos fóruns, tribunais, prefeituras, câmaras, auxílio-gasolina, auxílio-ternos, auxílio-moradia, e tantos outros absurdos financiados do sistema para si mesmo.

Fazendo uma alusão àquele filme de super-heróis sombrios que bem se encaixariam na realidade (Watchmen), quem limita o Sistema? Ninguém.

Este que vos fala já falou em outras pequenas tempestades mentais transformadas em ensaios escritos, sobre a debilidade mental, não só do atual presidente do Brasil, mas dos outros candidatos às eleições presidenciais. NENHUM deles pretende mudar o sistema à nível verdadeiramente significativo.

Bolsonaro, reconheço, ao menos cumpriu minimamente alterações na legislação armamentista brasileira, que, diga-se, era, e ainda é, uma vergonha. Castração cultural popular, apenas.

Por outro lado, o verdadeiro demônio economicista, Paulo Guedes, simplesmente olhou para a dívida pública brasileira, para o sistema previdenciário, para o sistema trabalhista, e culpou o lado mais fraco da equação pelo sistema econômico do Brasil estar falido. Trabalhadores assalariados e liberais, microempresários, classe baixa, média-baixa e média-média, foram atingidos pela bomba atômica econômica do ministro da anti-economia, e com a benção presidencial.

Além desses estupros populares, há ainda as discussões e realizações de privatizações das maiores potências da economia brasileira, com a desculpa de que isso resolverá a má administração de tais instituições. À curto prazo, isso pode trazer algum alívio econômico, mas à longo prazo, é puro roubo do povo. Se tais instituições estão sendo má administradas, que se faça uma reforma interna! Que se investigue! A solução não é roubar do povo o que ao povo pertence!

Apenas se “cobrir o sol com a peneira”, a dívida vai continuar crescendo, afinal, os gastos institucionais com almoços de ministros regados à lagosta e vinho, com auxílio-terno, auxílio-moradia para funcionários públicos com salários que, por si só, são mais de R$ 20.000,00, e tantos outros absurdos, continuam a existir. Novamente vale questionar: quem limita o sistema?

Soluções por meio de “reformas” como tentam pregar os neoconservadores asseclas de Olavo de Carvalho e Bolsonaro irão funcionar? Claramente não estão funcionando.

Direita, esquerda… como já INCANSAVELMENTE tantos de nós “despertos” já dissemos, estão lutando do mesmo lado sem sequer se darem conta, são cegos que não reconhecem a própria cegueira.

Pela terceira vez, se questiona: quem limita o sistema?

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Elizeu Gasparini

Membro capixaba da NR, advogado, bicampeão estadual de Levantamento Olímpico, praticante de Jiu Jitsu Brasileiro, entusiasta da violência e de boas leituras.

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