A falácia das ligações entre Vargas e os Rothschilds

Os anti-getulistas acusam Vargas de ter sido capacho dos Rothschilds e ter contribuído com a criação do Estado de Israel.

Primeiramente, o lobby no Brasil pela criação do Estado de Israel, foi durante o governo de Gaspar Dutra, ferrenho opositor de Vargas e que ajudou na sua deposição em 1945.

O período anterior da Era Vargas, foi marcado pela dependência da exportação de matérias-primas, descentralização fiscal e endividamento externo com juros anuais, sendo que grande parte desse endividamento era com os bancos da família Rothschild, principalmente o Rothschild & Sons.

O que Getúlio fez, foi suspender o pagamento da dívida por um determinado período e depois negociar sua redução entre 20% a 50%, juntamente com os juros.

Ele quitou a dívida de Louis Cohen & Sons, banco do sionista Lionel Cohen e afastou sua influência financeira do Brasil.

É preciso, portanto, entender o que é realpolitik e como ela é necessária quando seu país está posicionado geograficamente facilitando o acesso dos interesses financeiros e militares externos: nesse caso, a relação de Vargas com os americanos não foi de entreguismo, mas de estratégia, para que eles não invadissem o nordeste e tomassem Fernando de Noronha, que estavam de olho desde o século XIX. Um entreguista permitiria a invasão dos americanos para tomarem territórios brasileiros sem haver qualquer tentativa de acordo.

A criação da CSN, foi parte desse acordo estratégico, para exportar aço para os americanos.

Depois da crise de 29, era necessário acabar com a dependência da exportação de café e substituir o produto por outro mais economicamente estável.

Dessa forma, o Brasil se comprometeu em exportar minério para os americanos, borracha, cobre, magnésio, tungstênio… Porém, as leis dessas relações econômicas haviam mudado com Vargas, tendo inserido forte centralização fiscal e aumentado os impostos de importação em 34% para abastecer a indústria nacional. Um entreguista removeria os impostos, a centralização fiscal e a regulamentação da entrada e saída de investimentos estrangeiros, deixando a indústria nacional quebrar.

Com a criação da Vale, Getúlio quebrou os investimentos em mineração do empresário americano Percival Farquhar, que estava a serviço dos Rothschilds.

É importante destacar que Getúlio Vargas afastou o secretário das Finanças por estar contra o Brasil ao se envolver financeiramente com o Barings Bank, N. M. Rothschild & Sons, J. Henry Schroeder & Co. e J. Henry Schroeder Banking Corporation. Todos sionistas e do círculo Rothschild.

Os fatos mostram, portanto, que todas as ações de Getúlio Vargas foram minando a influência dessa família no Brasil e por isso Vargas foi pressionado pela elite internacional, optando pelo suicídio para não se entregar.

Sabe o que essas acusações parecem? Ressentimento ideológico. Coisa de gente que pega um erro de Vargas, como perseguir parte das identidades brasileiras em defesa de uma unidade nacional, e com isso anulam todos os seus feitos em prol da pátria que superam seus erros, como se nenhum outro líder nacionalista também não houvesse cometido erros.

Essas pessoas ainda não estão preparadas para a realpolitik e por isso vivem em uma bolha ideológica utópica, onde só é nacionalista quem nunca comete erros.

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