Holocausto: Historiador Israelense “descobre” que o Número dos “6 Milhões” foi inventado em 1944

É um fato inegável que os nazistas cometeram atrocidades na Segunda Guerra Mundial. Todos os participantes cometeram. E muitos judeus morreram por conta do tratamento recebido pelas potências do Eixo. Não obstante, a narrativa hegemônica ocidental de que o sofrimento dos judeus é único e especial levou à consagração do número dos “6 milhões” como um dos fundamentos espirituais e históricos da fundação de Israel pelos sionistas, na Palestina ocupada.

Hoje, com base nos “6 milhões”, Israel extorque bilhões de dólares da Alemanha, faz chantagens emocionais se aproveitando do sentimento de autoculpa dos europeus e cristãos, exige a prisão de historiadores dissidentes, e, de um modo geral, convence seu próprio povo de que ele deve oprimir e expurgar os palestinos e árabes para não sofrer “um novo Holocausto”. Um historiador israelense renomado, porém, descobriu que os tais “6 milhões” não passam de uma invenção.

O historiador israelense Joel Rappel, diretor do arquivo Elie Wiesel da Universidade de Boston e membro do Instituto de Pesquisa sobre Holocausto da Universidade Bar-Ilan “descobriu” de onde saiu o número “6.000.000”, tão central e canônico nas narrativas hegemônicas sobre a Segunda Guerra Mundial: De um encontro de organizações sionistas realizado em 1944 onde hoje é Israel.

Essa é uma reviravolta importante. Durante anos, os defensores da narrativa hegemônica sobre o Holocausto têm afirmado que o número “sagrado” apareceu pela primeira vez nos Julgamentos de Nuremberg, a partir dos depoimentos, hoje altamente desacreditados pelo uso de tortura, do comandante de Auschwitz Rudolf Höss. O número de 6.000.000 foi novamente repetido por Adolf Eichmann, sequestrado pela Mossad e forçado a participar de um julgamento farsesco televisionado internacionalmente, em 1962, em Israel.

Segundo documentos do Arquivo Central Sionista, a primeira menção aos 6 milhões teria sido em uma reunião de figuras políticas sionistas de alto escalão na Palestina, em 19 de janeiro de 1944 – mais de um ano antes do fim da guerra na Europa e da realização de um censo, e um ano antes da entrada do Exército Vermelho em Auschwitz.

Segundo Rappel teria sido Eliezer Unger, um judeu polonês que liderava a organização religiosa sionista Hashomer Hadati, a principal figura no desenvolvimento da contagem de judeus mortos pelos nazistas. Unger dizia ter escapado do Gueto de Varsóvia atravessando toda Europa Oriental. Depois de chegar à Palestina, ele declarou sua intenção “de chocar o mundo inteiro, toda a humanidade e nossos irmãos, especialmente os filhos de Israel”. Unger não tinha nenhuma prova do que dizia, mas ele não acreditava que as afirmações do rabino Stephen Wise na mídia internacional, em 1943, de que 2 milhões de judeus teriam sido mortos pelos nazistas, causasse impacto suficiente.

Depois que Unger se encontrou com líderes sionistas, o Haaretz publicou um pequeno artigo alguns dias depois que, pela primeira vez, usou o número de 6 milhões, antecedendo os oficiais militares alemães que “confessaram” sob tortura. Unger não mencionou nada sobre câmaras de gás.

Unger também não explicou como ele chegou a esse número, para além de criticar os números do rabino Stephen Wise como “pequenos”. Segundo o Haaretz, Unger teria se baseado no fato de que o número amplamente aceito para judeus vivendo em toda a Europa na época era de 6 milhões, o que piora a situação da narrativa hegemônica. Afinal, se após o fim da Segunda Guerra Mundial havia quase 4 milhões de judeus na Europa…

O artigo do Haaretz conclui a revelação citando o procurador-chefe de Eichmann, Gideon Hausner, que, sobre o número de 6 milhões, afirmou: “Na consciência da nação, o número 6 milhões tornou-se santificado. Mas não é tão simples prová-lo. Não usamos esse número em nenhum documento oficial, mas ele acabou se tornando santificado”. Em outras palavras, é uma mentira.

Após décadas de assassinatos, prisões, torturas e falências de historiadores revisionistas, parece que a comunidade judaica está sendo forçada a recalibrar sua narrativa e a recuar ainda mais. O fato de que eles agora começam a admitir que os “6 milhões” são um número inventado em abstrato é um grande golpe contra o colosso de pés de barro do mito fundador de Israel.

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