Não existe judaico-cristianismo, nem civilização judaico-cristã:

O embusteiro-mor e líder de seita brasileiro, Olavo de Carvalho, mais conhecido pela alcunha Sidi Muhammad nos círculos esquisotéricos do Brasil e do mundo, é fissurado pela noção de “valores judaico-cristãos”, “civilização judaico-cristã”, “judaico-cristianismo”.

Ele não é o único. Este conceito é extremamente popular entre um grupo específico de pessoas, os neoconservadores, os quais em sua maioria são judeus sionistas ou cristãos neopentecostais sionistas, e estão ligados ao “Deep State” americano, que controla a sua política externa e seu setor de inteligência.

Este conceito é ecumênico e está fundamentalmente distante da ortodoxia religiosa tanto do cristianismo, como do judaísmo. É um ecumenismo heterodoxo que visa a apagar a oposição primordial que há entre essas duas religiões, um ecumenismo que não é menos danoso, anti-Tradicional e globalista que aquele ecumenismo “New Age” mais comum entre as camadas liberais e progressistas da esquerda.

Autoridades religiosas tradicionais das duas religiões estão cansadas de saber disso e rechaçam com veemência esse invencionismo neocon. O rabino ortodoxo Eliezer Berkovits, por exemplo, diz que: “O judaísmo é judaísmo porque rejeita o cristianismo, e o cristianismo é cristianismo porque rejeita o judaísmo”.

Isso é algo fundamentalmente evidente para quem conhece a história das duas religiões, e esse ecumenismo perverso e globalista seria algo impensável para os principais teólogos das duas religiões ao longo de sua história.

De modo geral, porém, ainda que as autoridades religiosas mais ortodoxas do judaísmo insistam no rechaço a essa tosquice pseudo-filosófica, não obstante uma grande parcela do sionismo alimenta essa fraude porque ela é politicamente vantajosa. Falar em “judaico-cristianismo” e vender esse peixe de uma “civilização judaico-cristã”, serve como uma tentativa de manipulação dos cristãos ao redor do mundo, para que acreditem que seu destino está indissociavelmente ligado aos interesses judaicos e que as duas comunidades religiosas são irmãs.

Nesse sentido, qualquer um que faça coro a essa propaganda pérfida e carente de fundamentos deve ser denunciado abertamente como um neocon lacaio dos interesses sionistas, tal como o Olavo de Carvalho é, conscientemente, e sempre foi.

Não há que se falar, repetimos, nem mesmo em “civilização judaico-cristã”, porque tal coisa não existe. O antigo povo hebreu e o moderno povo judeu são duas coisas distintas e entre os dois há imensos abismos, causados pelas diásporas, pela mistura com outros povos, por transformações culturais e pelo fato indiscutível de que o judaísmo não é herdeiro direto da religião javista dos antigos hebreus, tão somente da seita farisaica.

Nesse sentido, o judaísmo já surge como algo que pertence à periferia da civilização europeia, fora dela, sendo incapaz de influenciá-la até a degeneração moderna dessa civilização, que culminou no nascimento do que se convencionou chamar de “civilização ocidental”. Nesse sentido, de fato, a civilização ocidental tem algo de “judaico”, como bem apontou Werner Sombart, mas ela não é cristã. O iluminismo fundacional dessa civilização nega o seu cristianismo.

Por outro lado, o que havia antes disso, como civilização europeia ocidental, melhor deveria ser considerada como uma civilização greco-romano-católica, como uma civilização romano-germânica ou como uma civilização germano-católica, dependendo do esquema histórico que se deseje utilizar. E essa civilização não existe mais, recuou para as catacumbas, com o florescimento da civilização ocidental, iluminista, moderna.

Portanto, falar em judaico-cristianismo, em civilização judaico-cristã, em valores judaico-cristãos é inventar um Frankestein teórico, trata-se de algo inexistente, que nunca existiu e que só poderia vir a existir pela imposição de um construto pseudo-teológico ecumênico pelos neocons globalistas.

Os que duvidam disso fariam bem em ir às fontes primárias das duas religiões, lendo sobre as condenações aos judeus proferidas por Pais da Igreja e Doutores da Igreja como Crisóstomo, Eusébio, Justino Mártir, Orígenes, Jerônimo, Agostinho, Tomás de Aquino, bem como o que está escrito sobre Jesus, sua mãe e seus apóstolos nos Talmuds.

Está exposta aqui a desonestidade de Olavo de Carvalho. Já vimos pessoas se referindo a ele como se estivesse louco, como se tivesse vacilado, ou coisa do tipo ao tratar desses temas. Não. Ele erra intencionalmente, porque essas e todas as outras mentiras que ele conta fazem parte de uma estratégica específica de manipulação mental coletiva a favor de um projeto político e geopolítico neocon.

Mas Olavo nunca vencerá.

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