Quatro Proposições Trabalhistas:

Nós, os Trabalhistas, temos nossa posição de classe bem definida:

(1) O Trabalhador deve ser o tapeceiro que (re)funda o Estado brasileiro tendo em vista às nações que o compõem (que são muitas e não apenas uma).

(2) O Trabalhador deve ser o martelo de aço, forjado a ferro e a fogo, usado pelo Povo para conduzir a Pátria (e a América Latina em um nível mais amplo) na marcha rumo consolidação de seu destino histórico e da sua realização historial-civilizacional.

(3) As instituições burguesas (o parlamento burguês, os direitos políticos burgueses, as liberdades burguesas) devem morrer. As instituições do Povo devem nascer.

(4) As instituições do Povo devem emanar os valores do Povo e devem ser instituições moduladas pelo Trabalhador (e não pela ética, pela moral e pela estética burguesa).

No entanto, quais são os valores do Povo?

Certamente não são os valores impostos verticalmente pelo monopolismo de imprensa do Grupo Globo. Com toda certeza também não são os valores pequeno burgueses oriundos dos nichos universitários progressistas (eleitorado do PSOL e afins). Não são muito menos aqueles que aparecem na retórica popularesca da direita liberal raivosa (eleitorado do Bolsonaro e similares). Todos esses setores, é importante deixar claro, são inimigos do Povo e estão contra o Povo em última instância.

Em contrapartida, o brasileiro quer um Estado forte, atuante, que intervém, capaz de socializar os bens e serviços necessários ao bem-estar do Povo.

Quer uma Pátria soberana, mas também almeja por sua autonomia produtiva (especialmente no campo).

Quer ter seus valores comunitários de base preservados e conservados: não quer que um monopólio de mídia (através de telenovelas e coisas do gênero) dite o que é moralmente aceitável e o que não é moralmente aceitável, de um dia para o outro e a partir de uma lógica liberalizante e mercadológica.

Não quer que grupos pós-modernos afrontem suas tradições com “performances” e “manifestações artísticas” imorais e sem qualquer cabimento.

Em linhas gerais, o brasileiro médio quer socialismo patriótico (na esfera econômica e moral).

Sejamos trabalhistas, socialistas, brizolistas, distributistas e revolucionários e rechacemos todo demagogismo de esquerda pós-moderna e de direita liberal.

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