Por um antirracismo radical, identitário e afirmativo:

A Quarta Teoria Política é essencialmente antirracista porque afirma a diferença e a pluralidade dos povos (estruturados enquanto raças, etnias, culturas e civilizações) até as últimas consequências.

É justamente por não se curvar diante do falso deus do igualitarismo burguês, por se recursar a aceitar o dogma liberal de que somos todos cidadãos do mundo, por reconhecer que a realidade humana é ontologicamente marcada pela alteridade e por saber que não existe algo como um denominador comum, uma régua universal pela qual é possível hierarquizar os povos, que a Quarta Teoria Política nega todas as formas e expressões do racismo – desde o racismo biológico do nacional-socialismo (que postula uma hierarquia de raças “superiores” e “inferiores”) ao racismo tecnológico das ideologias progressistas, seja em sua versão liberal ou marxista (que supõem a existência de povos “atrasados” e “adiantados” e mais ou menos adequados ao “desenvolvimento da humanidade”).

É verdade que existe uma retórica antirracista dominante no Ocidente, que vem se acentuando desde o fim da Segunda Guerra. No entanto, o que se observa é que o discurso antirracista do tipo ocidental, além de eventualmente servir ao softpower do imperialismo, está todo ele contaminado pelo vírus do universalismo, que é a base do racismo moderno.

É por isso que precisamos de um novo tipo de antirracismo: um antirracismo superior, afirmativo, positivo, prospectivo, radical, (pan)identitário, anti-universalista e anti-cosmopolita. Um antirracismo que não faça coro com o negacionismo (anticientífico) de que grupos humanos raciais existem e, ao mesmo tempo, que seja eficiente para combater qualquer tentativa de hierarquização racial. Um antirracismo tal como aquele defendido por Malcolm X.

Que as identidades vivam! Que morra o racismo!

IDENTIDADE PARA TODOS!

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